10 motivos para incluir a Serra da Lousã no seu roteiro a Portugal

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Em busca de aldeias pitorescas, bonitas paisagens, história, qualidade na hospedagem e boa comida para mostrar aqui no Cultuga, encontramos a romântica Serra da Lousã. O que seria originalmente uma breve passagem nossa, se tornou um roteiro de três dias rs. (com gostinho de quero mais)

A Serra da Lousã está localizada a cerca de 30km de Coimbra – ou seja, fácil, fácil para chegar e perfeita para quem procura uma experiência pelo interior de Portugal, fora dos percursos batidos, mas com acessos bastante simples.

Esse é um daqueles locais que dá para compor com quem deseja fazer um roteiro começando por Lisboa e terminando no Porto, por exemplo, explorando a região centro oeste do país, seja com Coimbra mesmo, ou Figueira da Foz, Tomar, Fátima e Batalha.

A nossa visita foi feita no mês de setembro, na transição do verão para o outono, e posso dizer que foi uma excelente escolha. Pegamos dias abertos, com sol e bastante tranquilos na vila da Lousã, nas Aldeias do Xisto e também nas estradas.

Agora, dividimos aqui os principais pontos que chamaram a nossa atenção e que, certamente, vão fazer a gente voltar a essa serra tão envolvente (atenção fotógrafos amadores e profissionais: esse aqui é um prato cheio rs.) 😀

1. Os acessos de carro a Serra da Lousã são fáceis e bem sinalizados

Como já disse no início, atualmente essa serra está com excelentes acessos. Antes de chegar aqui, passamos por Figueira da Foz e Coimbra. As estradas realmente nos surpreenderam pela positiva, seja pelo bom trato do asfalto, seja pelo número de placas com indicações. Em pouco mais de uma hora fizemos o percurso completo entre Figueira da Foz e a vila da Lousã.

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Todos os caminhos levam a Lousã rs.

Indicamos o uso de carro ou moto para visitar essa região, quando você terá liberdade e flexibilidade para percorrer toda a sua paisagem, vila e aldeias.

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Bom asfalto nesse cenário mágico que liga as Aldeias do Xisto na Serra da Lousã

2. Poder visitar a romântica vila da Lousã e se hospedar em um palácio

Escolhemos explorar essa Serra, principalmente por ser um destino romântico de Portugal. E tais suspiros já começaram na nossa chegada a vila da Lousã, imersa no verde da serra, contornada por pequenas ruas charmosas e floridas e com vida durante o dia e a noite.

Fizemos a base do Cultuga no Palácio da Lousã, um edifício histórico de finais do século XVIII que foi transformado em hospedagem e ainda hoje é um dos cartões postais da vila.

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Palácio da Lousã, um dos cartões postais da vila e o nosso QG por aqui

Dormir em um palácio mexe com a imaginação de todo mundo. Eu, particularmente, adoro esse tipo de experiência, que nos carrega pelo tempo e também nos traz algum aconchego, pois atrás dos luxuosos salões, lustres enormes e da imponência em si dessas construções, está o acolhimento em um quarto com bonitos enquadramentos da cidade e o cuidado de cada visitante.

3. A vila tem um projeto referência de acessibilidade em Portugal

Durante a nossa visita, pudemos saber mais sobre o comprometimento que a Câmara Municipal da Lousã tem, desde 2007, com a transformação da vila e de algumas possíveis áreas da Serra em um destino mais acessível para visitantes com limitações.

Nos dias em que estivemos por lá, vimos cadeirantes – moradores e visitantes – que transitaram de forma autônoma pelas ruas e estabelecimentos da vila, como lojas, restaurantes e hotéis. O asfalto e as calçadas lisas, bem como a transição de espaços em rampa e com baixa inclinação, trazem boa mobilidade também para idosos, grávidas e pais com carrinhos de bebês.

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Na vila da Lousã: cena que gostaríamos de ver por todo o país

Apesar de ser um desafio transformar uma área histórica e de serra em um destino acessível, é bem interessante ver uma vila interessada em sensibilizar e inspirar empresários, outras câmaras e, acima de tudo, melhorar a vida e o turismo das pessoas, fazendo pouco a pouco, um trabalho tão importante.

Portanto, se você tem ou vai viajar a Portugal com alguém que tenha deficiência, seja ela física, mental, visual e/ou auditiva, vale a pena incluir a Serra da Lousã no seu roteiro. Se você tiver alguma dúvida ou precisar de um suporte específico, basta contactar a câmara, que eles poderão orientá-lo.

4. Os mirantes da Serra da Lousã são lindíssimos

Há diversos mirantes na região que podem ser visitados. Aqui, destaco a nossa primeira parada, que foi no Miradouro da Tarrasteira (GPS 40°05’39.7″N 8°14’40.8″W). Ele tem uma estrutura feita com pedras de xisto, ao lado de diversos castanheiros (que estavam carregadinhos!), e oferece uma vista panorâmica sobre o vale da Lousã.

Castanheiro no Miradouro da Tarrasteira

Castanheiro no Miradouro da Tarrasteira

Miradouro da Tarrasteira

Miradouro da Tarrasteira

Uma outra sugestão de visita é o Miradouro do Chiqueiro (GPS: 40º05’14’’N; 8º14’08’’O), que, além da vista, tem ainda uma estrutura bem bonita, além da área de piquenique.

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Miradouro do Chiqueiro

5. É impossível não se apaixonar por cada Aldeia do Xisto

Esse é um assunto que, em breve, ganhará já ganhou um post completo e bem detalhado aqui no Cultuga. Afinal, não dá para falar em poucas linhas sobre a experiência nas chamadas Aldeias do Xisto pois envolve suas estruturas (elas são diferentes entre si), acessos e percursos.

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Talasnal, uma das Aldeias do Xisto

Entretanto, somente para que você tenha uma ideia do quanto vale a pena incluir essa visita ao seu roteiro, há uma rede que agrupou 27 aldeias da região centro de Portugal, inseridas em um território predominantemente de xisto, que é um tipo de pedra.

Não são todas as aldeias do grupo que estão localizadas na Serra da Lousã, há também pólos dessa rede pela Serra do Açor e nos arredores dos rios Zêzere, Tejo e Ocreza. Um outro ponto a destacar é que não são todas inteiramente de xisto – apesar dessa ser a principal marca dessas aldeias tão curiosas.

Das 12 aldeias localizadas na Serra da Lousã, visitamos Candal, Casal Novo, Chiqueiro, Cerdeira e Talasnal – cada uma delas com propostas e tamanhos diferentes, mas bastante próximas. O acesso é bem sinalizado desde a vila da Lousã. Ou seja, perfeitamente possível fazer em bate-volta com percursos de 10 ou 15 minutos entre cada uma delas, em uma estrada com ótimo asfalto.

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Aproveito para dizer também que algumas aldeias possuem opções de turismo rural, quando você poderá dormir em uma dessas casas. São locais mais rústicos, porém com a possibilidade de sentir como é estar em um local tão remoto.

6. A região tem percursos pedestres (e de bike) em meio a natureza

Aos mais aventureiros, há diversos percursos pedestres que podem ser feitos por aqui, principalmente conectando as Aldeias do Xisto, como o PR1 e o PR2, por exemplo.

As bicicletas também são bem-vindas na serra, não somente pelas belas estradas e caminhos que podem ser percorridos, como a possibilidade de se hospedar em um hotel bike friendly (como o Palácio da Lousã, em que montamos o nosso QG).

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Sinalização de percursos pedestres

7. Há praias fluviais com bonitos cenários para aproveitar

Como fomos fora da chamada época balnear, encontramos poucas pessoas na água. Entretanto, mesmo sem o calor do verão, as áreas em que estão localizadas essas praias fluviais também são excelentes para o descanso, tomar sol e levar as crianças para um piquenique.

Conhecemos três dessa região e, apesar de todas serem muito bonitas, a de Bogueira (GPS 40°9’12.6″N; 8°14’29.148″W) foi a nossa favorita, talvez por termos chegado ao fim da tarde, com uma luz incrível, e sentimos aquela calmaria do rio, com o brilho na água e diversas áreas para percorrer e explorar.

Praia fluvial de Bogueira

Praia fluvial de Bogueira

Entretanto, as praias fluviais da Senhora da Piedade (GPS 40°6’2.88″N; 8°14’5.28″W) e da Senhora da Graça (GPS 40°9’27.72″N; 8°12’46.44″W) também são boas opções, principalmente para quem deseja se integrar com a vida local dessa região e tirar algum tempo de descanso no meio da viagem.

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Praia fluvial Senhora da Piedade

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Praia Fluvial Senhora da Graça

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Um corajoso na água fria de outono: tudo para aproveitar a paisagem e a paz do local fora de época

8. Dá para fazer um delicioso piquenique no meio da Serra

Nos tópicos anteriores, destacamos aqui um miradouro e as praias fluviais, que são excelentes espaços para fazer um piquenique. Além deles, também há uma área dedicada somente a isso (aqui em Portugal chama-se parque de merendas) no meio da serra, o Terreiro das Bruxas (GPS GPS: N40 05 03.7; W8 14 24.3). De quem segue a partir da vila, ele fica depois do Miradouro da Tarrasteira.

9. Comer uma chanfana no restaurante O Burgo

… E não só. O Burgo (junto da praia fluvial da Senhora da Piedade) é um dos melhores restaurantes da Serra da Lousã.

Além de estar inserido em uma área de beleza natural, aqui se mantém o estilo tradicional de um típico restaurante português, com aquele envolvimento bem interiorano. No menu encontramos pratos da região, como carnes de caça e a chanfana – a base de carne de cabra. Temos um post completo aqui no Cultuga sobre a nossa experiência por lá!

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Restaurante O Burgo

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A nossa chanfana

10. Descobrir cada uma das intervenções do “Isto é Lousã”

Ao longo do nosso percurso, encontramos muitas intervenções de madeira que incentivavam a contemplação da Serra, sempre com o mote “Isto é Lousã”. Algumas são temporárias, outras permanentes. Por isso, não vou deixar aqui as coordenadas daqueles que encontramos, mas convidá-lo a ver a página do projeto no Facebook para ajudar em suas descobertas 🙂

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Para fazer pose nas letras

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Para contemplar a vista

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Um balanço sobre a água, que certamente faz sucesso nos dias de calor

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Veja também o índice de artigos do Cultuga para ajudar no planejamento do seu roteiro com muitas dicas, sugestões de rota e outras informações sobre Portugal 🙂

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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