Castelo de Vide: uma visita pela romântica Sintra do Alentejo

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Conhecer Castelo de Vide estava nos nossos planos (e, pessoalmente, nos meus sonhos) há muito tempo. Entretanto, por ser uma vila próxima da fronteira com a Espanha, na região do Alentejo, fomos adiando essa viagem. Mas, com a vinda dos pais do Rafa em outubro desse ano, encontramos a época ideal e a companhia perfeita para a visita.

Acabamos por fazer, juntos, uma imersão pelo interior de Portugal, sobretudo no Parque Natural da Serra de São Mamede – que é a área verde e protegida em que a vila de Castelo de Vide está inserida.

Dizer que o Alentejo é mágico soa redundante, mas tenho que reafirmar. Quanto mais nós conhecemos e investigamos essa imensa área do pais, mais percebemos que falta um mundo a ser descoberto.

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Ao chegarmos, encontramos esse rancho folclórico recriando a desfolhada do milho

Castelo de Vide: a Sintra do Alentejo

Ei, não fui eu quem inventou esse apelido! Fomos tirar a prova para entender as razões de Castelo de Vide também ser chamada de Sintra do Alentejo.

O título não vem dos palácios, mas do romantismo que ela inspira. Aqui, encontramos muitas características alentejanas, como a boa onda de seus habitantes, comida farta, casas brancas com detalhes amarelos e o tempo que parece correr bem devagar.

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De Sintra, vimos alguns casarões por perto e o charme que toma todas as ruas do centro histórico, entre muitas subidas e descidas nos arredores do castelo.

Hoje, um de seus principais pilares econômicos é o turismo – tanto nacional, como internacional. Entretanto, em sua origem, teve uma produção de destaque no cultivo da vinha, do linho, da oliveira, das frutas e também dos cereais, além do gado.

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Ah, as oliveiras alentejanas…

Como chegar e como incluir essa vila em seu roteiro

Nós partimos de Lisboa rumo a Castelo de Vide de carro. Deixamos a capital pela Ponte 25 de Abril e seguimos pelas autoestradas A2 e A6. Então, usamos a E802 para alcançar o Parque Natural da Serra de São Mamede e entramos por algumas estradas nacionais aleatórias  para conhecer as belezas da região.

O GPS funcionou bem por aqui. Porém, ter um mapa das estradas em papel também facilita o deslocamento. Esse é um percurso de, aproximadamente, 245km que demora por volta de 2h50.

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Uma sugestão para conjugar passeios nessa região alentejana é fazer uma primeira base em Évora para explorar a cidade e esticar a Arraiolos, Monsaraz e Elvas. Depois, fazer base em Castelo de Vide, como nós, passando por Estremoz e Marvão. O retorno pode ser feito via Tomar e Fátima, no centro oeste do país, em uma espécie de circuito circular durante uma semana.

O que ver em Castelo de Vide?

Se você puder dispor de, pelo menos, meio período na vila, com disposição para subir e descer suas ruas, conseguirá ver as casas históricas e as fontes, além de se envolver em uma das temáticas históricas mais fortes da vila, que são suas referências judaicas (das mais bem preservadas de Portugal) – como a sinagoga e a judiaria. 

Como Castelo de Vide encontra-se em um ponto alto do Parque Natural da Serra de São Mamede, há também bonitas panorâmicas da região que podem ser vistas da beira da muralha a qualquer hora, junto ao Castelo.

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Durante a nossa visita, conversamos com um senhor que estava contemplando o fim de tarde por ali, enquanto olhava suas ovelhas.

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Uma outra referência local são os artigos feitos com cortiça – no caminho, pelas estradas, vimos muitos sobreiros (a árvore que a cortiça é extraída). Por aqui, você encontrará peças muito interessantes, seja acessórios (como bolsas e carteiras), seja sugestões decorativas e utilitárias para a casa.

Nós visitamos a loja Portugal d’Alma (Rua Bartolomeu Alvares de Santa, 92), que mantém uma gama imensa de opções. Por lá, fomos muito bem recebidos e acarinhados, quando souberam que não vivíamos na região.

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Os pais do Rafa compraram na Portugal D’Alma essa peça de cortiça mais rústica, impermeabilizada, que pode ser usada para servir o pão ou como fruteira, por exemplo

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É com essa textura que fica o sobreiro, após a extração da cortiça (tiramos essa foto em Marvão, a 15km de Castelo de Vide)

Nessa vila charmosa ainda há a possibilidade de passear sem rumo, entrando por suas ruas, igrejas (que são muitas) e encontrando pequenas passagens que oferecem uma nova experiência.

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Reforço que, uma das nossas melhores surpresas, foi visitá-la ao domingo, quando ainda assim encontramos muita gente na rua e vimos bares e restaurantes com as portas abertas no centro histórico até a noite.

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Igreja de Santa Maria da Devesa

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Finalizamos o nosso passeio na Casa de Chá Belmira (Rua Almeida Sarzedas, 31), quando duas senhoras – clientes fiéis do espaço – sugeriram que nós levássemos algumas bolachinhas que elas adoram e compram sempre, produzidas lá mesmo. Claro que não pudemos negar… Levamos um saquinho para a terminar o dia em nossa base.

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Bolachinhas da Casa de Chá Belmira

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Vizinho da Casa de Chá

Com algum tempo, você ainda pode seguir para o monte, onde está a Capela de Nossa Senhora da Penha. A partir de lá, nos disseram que a vista para Castelo de Vide é lindíssima. Porém, como ficamos rodando pela vila até a noite, deixamos essa pendência como um gostinho para voltar… E que seja para breve!

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Ao longe vimos a Capela de Nossa Senhora da Penha

Agora, somente como curiosidade e para encerrar as nossas descobertas por esse cantinho português, o militar Salgueiro Maia, um dos principais rostos da Revolução dos Cravos, que colocou fim a ditadura portuguesa, nasceu aqui, em Castelo de Vide.

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Veja também o índice de artigos do Cultuga para ajudar no planejamento do seu roteiro com muitas dicas, sugestões de rota e outras informações sobre Portugal 🙂

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

4 comentários

  1. Antonio Ascenço Filho em

    Bom dia. Vocês são o máximo em informações de lazer, cultura, e tudo mais dessa terra fantástica. Acompanho suas publicações, e me sinto em Portugal lendo o Cultura. Tenho cidadania, é gostaria muito de morar aí, o que falta é coragem. Um abraço forte.

    • Priscila Roque
      Priscila Roque em

      Olá, Antonio
      Como vai?
      Agradecemos a sua mensagem tão carinhosa! Seja sempre bem-vindo ao Cultuga e a Portugal 😀
      Um forte abraço

  2. Bom dia, Priscila!
    Como estão?

    Gostaria de saber se você pode indicar um hostel barato em Lisboa, gostaria de passar um final de semana para conhecer um pouco da cidade….
    Ficarei muito agradecida!

    Beijos

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