Sala de Corte: a sala de estar para as melhores carnes em Lisboa

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Carne maturada, carvão, grelha… Esse texto não é sobre uma churrascaria em Lisboa. Ok, essas palavras até fazem lembrar uma, mas nos próximos parágrafos vou te apresentar uma steakhouse especializada em cortes de carnes maturadas.

A casa se chama Sala de Corte e abriu as portas no ano de 2015, em uma das principais ruas do animado bairro do Cais do Sodré, atrás do Time Out Mercado da Ribeira. A cozinha é comandada pelo jovem chef Luís Gaspar, natural de Leiria, e que também já trabalhou com o renomado Henrique Sá Pessoa.

O conceito do restaurante é servir carnes bovinas de qualidade – todas vêm do norte da Europa, com um processo de 21 dias de maturação – e feitas em um equipamento moderno chamado Josper, que é uma mescla de uma grelha com carvão 100% vegetal e de um forno.

Como foi o nosso almoço na Sala de Corte

O ambiente e o serviço

A vitrine das carnes dá boas-vindas aos clientes que chegam, logo na entrada. Um prato cheio  para os que gostam de cozinhar – como eu – ou os mais curiosos, que também têm a oportunidade de conhecer os cortes e escolher aquele que deseja experimentar.

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Os cortes já estão expostos logo na entrada

O restaurante é pequeno, com apenas 28 lugares, entre mesas e balcão, e tem uma decoração sóbria, que o torna aconchegante e bastante intimista.

Eu e a Priscila fomos almoçar durante a semana, nesse mês de abril. Sabendo que não aceitam reservas, chegamos às 12h15 e não foi necessário aguardar por uma mesa. O atendimento foi gentil, atencioso e rápido. O fato da sala não ser grande e ter a cozinha aberta, facilita a comunicação e a agilidade do serviço.

A entrada

Para começar a aguçar o paladar, a casa ofereceu dois mini pães caseiros do tipo brioche com pasta de chouriço.

Não demorou muito e a nossa entrada chegou à mesa: três croquetes de novilho com mostarda Dijon à parte. Tempero leve, casquinha crocante e o toque picante da mostarda ditaram o início desse almoço.

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Boa proposta para dois clássicos portugueses

E para beber?

A Sala também é um bom lugar para provar vinhos de todo país, incluindo sugestões até mesmo do Algarve, da Madeira e dos Açores. Como já é um hábito meu, pedi uma taça, mas não viajei para longe rs. “Fiquei em Lisboa”, com um tinto jovem e frutado, como destacava na carta, da Quinta do Gradil.

No menu, os vinhos estão divididos por grau de intensidade, castas e regiões – o que facilita a escolha. Franceses, chilenos, argentinos e espanhóis também têm espaço. Há também cervejas artesanais, cocktails e bebidas leves em geral.

Vinho para mim, chá frio da Sala para a Pri. Copos cheios, entradas provadas e aprovadas… Que venham as carnes!

Prato principal na tábua

Depois dos croquetes e do pão com chouriço, dois clássicos portugueses revisitados, estava na hora de experimentar os aguardados cortes maturados.

As nossas tábuas chegaram à mesa e aquele cheirinho de churrasco subiu de uma forma… Confesso que, nessa hora, bateu uma saudade daquelas reuniões com a família e os amigos lá no Brasil. Afinal, quem é que não relaciona a boa e perfumada carne com um delicioso domingo?

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A nossa mesa completa para o almoço

Uma observação interessante é que os pratos de porcelana só são usados para as entradas. Aqui, as carnes são servidas numa tábua de madeira caprichada, com tomatinhos assados, sal grosso e relish de tomate defumado

Estava ansioso para dar a primeira garfada no meu Chateaubriand, um corte afamado que eu nunca havia provado… E voilá! Suculência, sabor e um interior rosado. Pronto, estava comprovado o poder do Josper e, claro, o talento dessa cozinha.

A carne que a Pri pediu – uma Vazia, corte bem popular nos restaurantes portugueses – não ficava atrás da minha. Pedaços mais finos, limpos e sequinhos, como ela gosta. Foi interessante experimentar um corte já familiar para nós, porém, preparado de uma forma mais apurada.

Todos os cortes vêm com um molho a escolha. Das oito opções, pedimos o de queijo Stilton e o clássico Chimichurri, que levantaram o sabor das carnes que escolhemos.

Além das carnes, optamos por quatro acompanhamentos – para que pudéssemos sentir combinações diferentes, dos mais tradicionais aos criativos.  Batatas fritas crocantes por fora, que sempre acompanham bem uma carne bovina na grelha, foram refrescadas pelo leve adocicado dos corações de alface, que levavam um molho vinagrete de mostarda e mel. Os cortes maturados também contrabalancearam bem com a cremosidade do purê de batata trufado (um generoso “fio” de azeite trufado!) e o marcante brás de cogumelos e aspargos verdes (ou espargos, em Portugal).

Detalhe do purê de batata e do brás de cogumelos

Essas uniões de sabores mostram porque um menu deve ser pensado, estudado e bem trabalhado por um chef de cozinha, antes de chegar à mesa do cliente. Cada item servido tinha uma razão de estar ali.

As outras opções do menu da Sala de Corte

Observei que o restaurante também pode ser interessante para quem gosta de petiscar, compartilhar um prato ou comer algo mais leve. A Tábua de Queijos Nacionais, o Carpaccio de Lombo de Novilho e o Prego de Novilho em bolo do caco (bife bem fino com um pão típico da Ilha da Madeira) me chamaram a atenção para uma futura ida à Sala com os nossos amigos.

Também vale destacar que o espaço recebe bem todo perfil de cliente. Nos sentimos super confortáveis como casal, mas também vimos amigos ou colegas de trabalho e, ao nosso lado, uma família com duas crianças pequenas.

Para quem está sozinho ou até em duas pessoas, o balcão pode ser bem interessante – eu, particularmente, curto. Você pode presenciar o trabalho da cozinha e interagir com outras pessoas e com os funcionários.

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O balcão também pode ser uma boa escolha para quem deseja petiscar

Para fechar: a sobremesa

A nossa experiência durou cerca de uma hora e meia. Tempo suficiente para curtir o ambiente, saborear com calma as carnes e, como não poderia faltar, finalizar com uma sobremesa caprichada.

As opções saltavam aos olhos que, olha, foi difícil escolher. Optamos pelas Texturas de Avelã com sorvete de caramelo salgado e pelo Bolo de Cenoura e Mel com crumble de gengibre e sorbet de tangerina, que ganharam a “eleição”. Elas são bem diferentes entre si.

A hora das sobremesas…

A sobremesa de avelã é mais doce e a proposta das texturas se destaca, pois traz algum conforto pelo chocolate e caramelo. Já o bolo de cenoura e mel, que vem servido em uma cumbuca, apesar do mel, não tem um doce tão marcante. Ele se destaca pela textura do crumble e a refrescância do sorbet cítrico.

A repetir.

Fachada da Sala de Corte, no Cais do Sodré (foto: Divulgação/ Sala de Corte)

Sala de Corte
Endereço: Rua da Ribeira Nova, 28 – Cais do Sodré – Lisboa
Contato: (+351) 213 460 030 (não aceita reservas)
Horário: segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h à 00h – sábado e domingo, das 12h à 00h
Preço: média de 30€ por pessoa
Site: www.saladecorte.pt

Nós fomos conhecer o restaurante a convite da Sala de Corte. Nesse artigo expressamos a nossa opinião pessoal, sem qualquer interferência editorial. O Cultuga somente aceita convites ou faz parcerias com empresas que tenham propostas autênticas, que agregam valor a Portugal e que se enquadram ao nosso perfil, seja de viajante, seja de morador.

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Sobre o autor

Rafael Boro

Sou jornalista, tenho 33 anos e, apesar de ter nascido em São Paulo, adotei Lisboa como minha cidade. Gosto de apreciar a gastronomia lusa e, sempre que posso, vou a um café ou a um restaurante que não conheço. Lisboa também me trouxe um time de futebol do coração, o Sporting, mesmo tendo o tênis como o meu principal esporte. Troco fácil os transportes públicos por uma longa caminhada. Na minha playlist de música portuguesa não falta David Fonseca e Tara Perdida.

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