Sobrinho de Fernando Pessoa fala sobre o tio poeta

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O jornal O Estado de São Paulo convidou a especialista em Fernando Pessoa, a professora Cleonice Berardinelli, para entrevistar o sobrinho do poeta português, o médico e escritor Luis Miguel Roza Dias, que estará no Brasil para a 9ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas. O evento começa hoje e segue até o dia 4 de maio.

Luis Miguel Roza Dias conviveu com Fernando Pessoa em seus últimos cinco anos de vida. Veja um trecho da entrevista que Cleonice Berardinelli fez:

Lembra-se de alguma atitude divertida do tio Fernando?
Poderia dar vários exemplos, pois o meu tio brincava bastante comigo e com a minha irmã. Duma eu e lembro bastante bem, pois se passou diretamente comigo. Estávamos todos em casa e haveria uma festa, possivelmente de aniversário, pois estavam mais pessoas lá em casa a festejar não sei o quê. Às duas por três, eu teria desaparecido do convívio, tendo alguém perguntado por mim. Como eu era o mais pequeno conviva, ficaram todos alarmados à minha procura, pois quando uma criança da minha idade desaparece da vista, é porque estará, quase sempre, a fazer asneira. Conceito nem sempre certo, mas provável. Toda a gente procurava por todos os lados, até que foi o meu tio que me encontrou. Eu tinha me escondido de baixo da mesa da casa de jantar e tapado com a toalha da mesa que chegava quase ao chão e estava tranquilamente sentado no chão a chupar uma rolha de um garrafão de vinho tinto! O meu tio Fernando ao deparar o seu sobrinhito naquele preparo, fartou-se de rir e exclamara alto e em bom som: “Temos Homem!”. Como se sabe, ele gostava da sua “pinga”, embora ninguém o tivesse visto ébrio!

Sua companhia era agradável aos meninos? Ou fazia-lhes medo?
Como era o nosso “único e verdadeiro” tio a viver conosco, gostávamos dele como aos nossos pais. Era lá da casa. Ainda por cima, ria e brincava conosco, prestando-se muito sério a, por vezes, que a minha irmã, mais velha do que eu, lhe fingisse fazer-lhe a barba, como já tinha visto o tio fazer na Barbearia do Sr. Manacés, em frente à nossa casa. Eu, por ser mais pequeno, passava a ser só ajudante de barbeiro. Quando estávamos na casa da praia, ia-nos visitar todos os fins de semana, trazendo sempre presentinhos. Ansiávamos recebe-los, ela gozava em dá-los.

Leia a belíssima entrevista completa


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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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