Pedro Abrunhosa: “Para os Braços da Minha Mãe” é a música do ano

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Na noite de ontem, foram entregues os prêmios dos Globos de Ouro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa Apesar de ser um evento bastante cansativo, pelo tempo de duração e o número de nomeações nas artes e na cultura, é bastante interessante filtrar seus resultados e perceber o que está sendo feito atualmente no país.

Para se ter uma ideia, no ano passado, o título de melhor música foi dado a Ana Moura, com “Desfado”. Realmente, uma canção que (ainda) toca de norte a sul, chegando também as ilhas, e que fez crescer ainda mais o seu sucesso dentro e fora de Portugal. Nesse ano, quem levou o prêmio foi o competente músico Pedro Abrunhosa, em seu dueto com o fadista Camané, com “Para os Braços da Minha Mãe”.

Essa música fala da dor e da saudade de quem deixa seu país para viver uma outra realidade no exterior, tão presente no coração dos portugueses. Até mesmo aqueles que não gostam do estilo musical, certamente se emocionaram com as brilhantes palavras desse músico do Porto. “Para os Braços da Minha Mãe”, que se tornou uma espécie de hino dos emigrantes portugueses, foi gravada em 2013 e está no disco Contramão.

Para os Braços da Minha Mãe
(letra e música: Pedro Abrunhosa)

Cheguei ao fundo da estrada,
Duas léguas de nada,
Não sei que força me mantém.
É tão cinzenta a Alemanha
E a saudade tamanha,
E o verão nunca mais vem.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.

Trouxe um pouco de terra,
Cheira a pinheiro e a serra,
Voam pombas
No beiral.
Fiz vinte anos no chão,
Na noite de Amsterdão,
Comprei amor
Pelo jornal.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.

Vim em passo de bala,
Um diploma na mala,
Deixei o meu amor p’ra trás.
Faz tanto frio em Paris,
Sou já memória e raiz,
Ninguém sai donde tem Paz.
Quero ir para casa
Embarcar num golpe de asa,
Pisar a terra em brasa,
Que a noite já aí vem.
Quero voltar
Para os braços da minha mãe,
Quero voltar
Para os braços da minha mãe.

 


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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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