Conheça o Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa

2
9.5 Vale a visita!
  • Localização 7
  • Exposição permanente 10
  • Material explicativo 10
  • Importância histórica 10
  • Arquitetura 10
  • Suvenires 10
  • User Ratings (0 Votes) 0

Ir ao Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, era um passeio que eu ainda não tinha feito. Esse é um daqueles programas turísticos “fora de mão” da cidade, visto que não fica nos arredores do centro histórico e não tem uma estação de metrô bem pertinho. Entretanto, por seu valor histórico, vale o esforço para chegar até lá.

* Artigo atualizado em setembro de 2016

Como chegar?

Para visitar o museu, você tem quatro opções: metrô + caminhada, trem + caminhada, ônibus ou táxi/ Uber.

Eu optei pelo metrô e desci na estação da linha azul Santa Apolónia. O caminho a pé a partir de lá leva 20 minutos e beira o rio e a linha do trem pela Av. Infante D. Henrique. É preciso subir o viaduto pelo lado esquerdo (há um espaço seguro para a passagem de pedestres) e então seguir pela Av. Mouzinho de Albuquerque. Vire à direita na Calçada Cruz da Pedra e pegue, pela direita, a Rua da Madre de Deus. A única subida mais “pesada” é a do viaduto. Mas essa não é uma opção que eu indico.

Para quem pretende usar o transporte público, o melhor é seguir de ônibus (optei por usar na volta). Os ônibus 742, 718 e 794 param em frente ao Museu (pesquise aqui o percurso para descobrir qual ponto é o mais próximo de você).

Foto: Priscila Roque/ Cultuga

Crie um repertório visual

Antes de fazer a visita, preste atenção aos painéis de azulejos das fachadas durante os seus passeios por Lisboa e seus arredores. Dessa forma, será fácil reconhecer algumas características da arquitetura da cidade e sinais espalhados por onde você menos imagina.

O Palácio Nacional de Sintra, por exemplo, é um exercício para conhecer e reconhecer as belas coleções de azulejos. E, se ainda tiver algum tempo, aproveite para ler os arquivos disponíveis no site do museu sobre o acervo (percurso e cronologia).

Infelizmente, a estrutura de informação do Museu deixa a desejar. Não é sempre que se consegue um audioguia (a recepcionista nos disse que existe, mas não funciona) e não há guias em papel ou estações multimídia funcionando para consultar outras informações sobre o acervo. Um outro problema é que nem todas as pessoas que cuidam das salas sabem tirar dúvidas sobre o material exposto.

Nesse ponto, fiquei bastante frustrada e decepcionada. Entretanto, isso não diminui a importância da visita.

(Retornei ao Museu do Azulejo agora em setembro de 2016, exatos três anos depois que escrevi esse artigo, e fui surpreendida pela positiva. A estrutura da instituição mudou MUITO. Agora, na recepção, você pode usar o wi-fi do próprio Museu para baixar um aplicativo oficial em seu telefone e utilizá-lo de áudio guia durante toda a exposição. Além do conteúdo do áudio ser riquíssimo, o aplicativo é super fácil de usar e levou uma nova experiência, muito cativante, aos interessandos pelo assunto – como eu)

Portanto, se você puder criar um pequeno repertório visual prévio, será mais fácil identificar os azulejos e as coleções, formando assim um certo laço afetivo e interessante com a história da cidade.

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Foto: Priscila Roque/ Cultuga

O que ver no Museu Nacional do Azulejo?

Na exposição permanente é possível descobrir diversas riquezas da cultura portuguesa e, principalmente, lisboeta. Há também mostras temporárias.

Um exemplo sobre o que pode ser visto por lá – e que todo mundo consegue reconhecer logo de cara – é a coleção que estampa algumas salas dos Pastéis de Belém. São azulejos emblemáticos, vendidos até mesmo como suvenires, que apresentam figuras avulsas azuladas sobre um fundo branco. Esse é apenas um dos locais que se pode ver exemplos desse trabalho.

Somente a título de curiosidade, a abundância desse tipo de azulejo sumiu após o terremoto de 1755. Depois da intervenção de Marquês de Pombal, eles voltaram com relevos e são desses que conseguimos encontrar ainda hoje pela cidade.

Foto: Priscila Roque/ Cultuga

A origem desses azulejos é holandesa. No passado, as peças eram produzidas por aprendizes. Por conta disso, acabaram por ser instaladas em espaços secundários, como corredores e cozinhas.

No museu, a história do azulejo é repassada de maneira sequencial, que nos leva do século XV aos dias de hoje. O fim da exposição se dá no último piso, local em que se encontra um painel panorâmico com a vista de Lisboa antes do terremoto de 1755.

É curioso perceber o volume de conventos, igrejas e mosteiros da época, alguns reformados e mantidos atualmente para outros fins. Mesmo com uma grande tragédia, que levou boa parte da história da capital, Lisboa foi reerguida e guardou o que conseguiu de suas memórias restaurando espaços.

Ainda é possível ver outros azulejos feitos para a reconstrução de Lisboa, também projetados pelo Marquês de Pombal, com estilo e desenhos próprios – que ofereceram identidade à ocasião.

Foto: Priscila Roque/ Cultuga

A Igreja

Uma visita mais atenta a igreja desse convento – que foi transformado em Museu – é, sem dúvidas, um dos momentos mais impressionantes do passeio. Há enormes e lindos painéis produzidos pelo pintor holandês Willem van der Kloet.

Por fim, a lojinha abraça de maneira perfeita a exposição e consegue aproximar ainda mais o museu do visitante, oferecendo produtos úteis, de bom gosto e a todos os preços. Os principais painéis estão estampados em panos, camisetas, livros e objetos de decoração.

Serviço

Museu Nacional do Azulejo

Endereço: Rua da Madre de Deus, 4
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h30)
Ingresso: 5€ (entrada gratuita no primeiro domingo do mês)
E-mail: geral@mnazulejo.dgpc.pt
Site: http://www.museudoazulejo.pt

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

2 comentários

    • Priscila Roque
      Priscila Roque em

      Olá, Ana
      como vai?
      Obrigada pelo carinho 🙂
      Aquela região já teve várias nomenclaturas. Atualmente, penso que faça parte da freguesia de Penha de França.
      Um forte abraço

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