O que Harry Potter tem de Portugal?

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Inspiração. A escritora britânica de ficção J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter, mudou-se para Portugal em 1991. Nessa época, trabalhou em uma escola de idiomas como professora de inglês na cidade do Porto. Não foi um momento fácil. Antes da partida, teve uma separação dolorosa, um assalto à sua casa e, o pior, a morte de sua mãe.

A união desses fatores foi o estopim. Com o desespero, decidiu “sumir”. Escolheu Portugal para refletir e traçar um novo caminho, a partir de um anúncio publicado pelo jornal Guardian. Foi, então, contratada pela Encounter English e dividia um apartamento com outras duas professoras, Jill Preweet e Aine Kiely (posteriormente lembradas na dedicatória de O Prisioneiro de Azkaban).

“Levei comigo o manuscrito de Harry Potter que ainda estava sendo desenvolvido na esperança de que meu novo horário de trabalho (dava aulas à tarde e à noite) pudessem me impulsionar a prosseguir com o romance”, comenta em um relato publicado por seu site oficial.

A Pedra Filosofal

Durante as primeiras semanas que passou na Invicta cidade do Porto, J. K. Rowling escreveu aquele que considera seu capítulo favorito de A Pedra Filosofal: “O Espelho de Ojesed”. “Esperava que, quando voltasse de Portugal, tivesse um livro pronto debaixo do braço. Na verdade, tinha algo ainda melhor: minha filha, Jessica”, relata.

A escritora chegou a se casar com um jornalista português, mas teve um relacionamento difícil, principalmente pelas frequentes brigas e crises de ciúmes. Desse casamento nasceu Jessica Isabel Rowling Arantes, na Maternidade Julio Dinis, em 1993. “Embora o casamento não tivesse dado certo, ele tinha me dado uma das melhores coisas da minha vida”, explica.

A biografia escrita por Sean Smith defende que o título da primeira parte da saga pode ter relação com o poema “Pedra Filosofal”, de António Gedeão, cantado por Manuel Freire. Essa seria uma música frequentemente lembrada pelos estudantes portugueses. Faria, então, também parte do imaginário de seu marido – que teria a transmitido para Rowling.

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O Porto

Não há muitos relatos da autora que comprovem ligações diretas de Harry Potter com a Invicta. Entretanto, por ter passado alguns intensos anos no Porto e se dedicado a uma parte importante de A Pedra Filosofal por lá, dificilmente a saga não absorveria a atmosfera portuguesa.

Veja quais são as relações clicando em cada uma das abas:

  • Os cafés do Porto seriam seus recantos favoritos para buscar inspiração enquanto escrevia A Pedra Filosofal, seguindo uma tradição que já trazia de outros locais que viveu. O famoso Café Majestic, no coração da cidade, era o seu preferido, de acordo com a biografia escrita por Sean Smith.

    A escolha não foi por acaso. Esse, que é um dos cafés históricos mais bonitos do mundo, foi inaugurado em 1921 e é uma referência para a cultura portuguesa. Ainda hoje recebe recitais de poesia, concertos de piano, exposições de pintura e lançamentos de livro.

    Foto: Café Majestic

    Foto: Café Majestic

    Foto: Café Majestic

    Foto: Café Majestic

    Foto: Café Majestic

    Foto: Café Majestic

  • Uma das mais belas e centenárias livrarias do mundo, a Lello, também está entre as mais visitadas pela autora. Há quem diga que se encontra muito dela nas descrições e entrelinhas que J. K. Rowling levou para o imaginário de Harry Potter. Na obra, há inspirações nítidas entre as livrarias mágicas e as escadarias em caracol de madeira.

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  • J. K. Rowling admitiu: o nome do professor Salazar Slytherin foi inspirado no ditador português António de Oliveira Salazar. Além do nome, há fãs que também encontram características semelhantes entre eles.

  • De acordo com o jornal português Expresso, os jardins do Palácio de Cristal, no Porto, também estão entre os cenários escolhidos por Rowling para delinear a saga.

    Foto: Turismo do Porto

    Foto: Turismo do Porto

  • Por fim, aquele que é o principal paralelo feito sobre a estadia da autora em Portugal: a inspiração para o uniforme dos estudantes de Hogwarts que muito se assemelha com os tradicionais trajes pretos usados pelos universitários portugueses, com uma longa capa por cima.

    Há pequenas variações desse uniforme de acordo com cada universidade e região de Portugal e não há nenhum idêntico ao de Potter, claro.

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    Fotos: Harry Potter divulgação (esq.) e A Toga (dir)

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

8 comentários

  1. Pingback: O Porto em Harry Potter – Carta sem Portador

    • Priscila Roque
      Priscila Roque em

      Olá, José Marcel
      Realmente, não sei te informar. Entretanto, por ter sido casada com um jornalista português e vivido algum tempo no Porto é bem provável que tenha consumido alguns autores locais. Caso eu descubra algo, volto aqui para acrescentar 🙂
      Um forte abraço

    • Avatar

      Eu como sou um fã da saga de harry potter segui também grande parte das entrevistas que ela deu sobre a sua estadia em portugal, eu lembro-me em uma delas que ela lia sim algumas obras de escritores portugueses! Não me lembro qual foi a entrevista mas se um dia descobrir eu posto o link em um comentário.

  2. Avatar

    Já sabia disso tudo, mas não é só isso que ela apresentou na saga de harry potter , a discoteca Swing também uma referencia que pode ser vista “Na primeira página de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, o terceiro livro da saga, pode ler-se: “Para Jill Prewett e Aine Kiely, as avós do Swing” a mesma costumava frequentar a discoteca com as suas amigas! Sobre o salazar sim é verdade que o fundador da casa slytherin foi realmente baseado no nosso ditador e uma das características fortes do Salazar Slytherin era que ele só queria aceitar alunos de sangue puro (filhos de pais feiticeiros), como os outros fundadores não aceitaram, ele então fez a sua “ditadura” ao qual só aceitava alunos de sangue puro na sua “equipa”! Já o nosso “querido” Salazar fez praticamente a mesma coisa em portugal ele não deixava “nenhum” português sair do pais! E ainda existe muitos outras ligações da saga Harry Potter com Portugal! Já agora gostei muito do que li mesmo já sabendo de todas essas referencias.

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      Olá, Nelson
      Tudo bem?
      Obrigado por partilhar mais informações e referências sobre a J. K. Rowling e o Harry Potter! 🙂
      Um abraço!

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