12 curiosidades sobre o Vinho do Porto

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O Vinho do Porto divide opiniões: por ser mais licoroso e doce, há o grupo dos apaixonados e também o grupo daqueles que não apreciam tanto. O que muita gente não sabe é que esse vinho é mais versátil do que se imagina e se engana que pensa que ele parou no tempo.

12 curiosidades sobre o Vinho do Porto

As empresas do setor, além de produzirem uma gama de tintos de alta qualidade, também podem oferecer opções de Vinho do Porto branco e rosé, com características mais refrescantes e jovens, ideais para dias mais quentes e como protagonista de cocktails (ou seja, perfeitos para serem consumidos no Brasil 🙂 ).

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Vinho do Porto branco da Quinta da Pacheca em primeiro plano, o meu favorito

Em uma recente visita que eu e o Rafa fizemos ao Museu do Douro, aprendemos muito sobre o potencial desse vinho com o guia Marco Barradas. Agora, nós dividimos aqui algumas curiosidades sobre o Vinho do Porto que você vai gostar de saber.

1. A colheita das uvas (nas chamadas vindimas) é feita a mão, até na mais moderna das vinícolas. E a pisa das uvas de alguns dos melhores vinhos também é feita pelo homem, de forma mais rústica, apesar de existir máquinas que façam esse processo. Aliás, as primeiras 4 horas da pisa das uvas são muito importantes e precisam ser sincronizadas entre os participantes.

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Painel de azulejos da estação do Pinhão mostra a colheita das uvas

2. Ao todo, são aproximadamente 33 mil viticultores no Douro. Porém, a maior parte dessas pessoas só tem 1 hectare de vinha. Quando não produz seu próprio vinho, reunindo familiares e amigos na quinta para colher e pisar as uvas, o proprietário vende-as para cooperativas e outras empresas produtoras de vinho.

3. Nem todas as pessoas podem comercializar o Vinho do Porto na região do Douro Vinhateiro. Há instrumentos especiais para estudar e classificar as plantações de uva. É preciso que seja feita uma avaliação da vinha a partir de sua inclinação e exposição solar. Para isso, é usado uma escala de 0 a 1200 pontos para, então, classificar as videiras entre as categorias de A a F. O proprietário que tem a letra A é beneficiado por poder vender anualmente mais Vinho do Porto do que aquele que tem a letra F, por exemplo.

4. O xisto, que é a pedra predominante na região do Douro Vinhateiro, tem origem vulcânica e possui várias camadas. É ela que está presente nos socalcos (aqueles “degraus” que vemos frequentemente na paisagem do Douro) onde são plantadas as uvas. Durante os meses mais quentes do ano, o xisto armazena o calor e, ao fim do dia, quando já está mais fresco, distribui esse calor pelo solo, sendo de grande importância para o ciclo das videiras. O mesmo acontece com as chuvas. No inverno, a pedra armazena a água. Por isso, as plantações de uva dessa região não precisam ser irrigadas. Como chove muito durante o inverno, a água fica retida no solo, criando lençóis suficientes para abastecer as vinhas.

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Socalcos na paisagem do Douro

5. A Touriga Nacional é uma das principais castas para a produção de Vinho do Porto – correspondendo a cerca de 15% da região. Essa é também uma das castas mais conhecidas em Portugal, tendo sua origem na região do Dão. Já a mais plantada no Douro é a Touriga Franca, conhecida também como a Princesa do Douro, que está presente em mais de 30% da região.

6. A maioria dos vinhos do Porto e Douro são blend ou seja, misturam diversas castas, entre doces e ácidas, para encontrar um equilíbrio.

7. Se você for a região do Alto Douro Vinhateiro entre o final do outono e o início do inverno, possivelmente vai notar na paisagem diversos pontos com fumaça. Não se assuste! Isso acontece porque, após a poda, os ramos são queimados para enriquecer o solo. Faz parte do ciclo saudável da vinha.

8. Já existe o interesse de algumas empresas na produção do Vinho do Porto orgânico (chamado de biológico em Portugal) e com boas apostas no ramo, como o Fonseca Porto Terra Prima.

9. 86% do Vinho do Porto produzido é exportado. Os principais mercados que recebem o produto são França, Inglaterra e Holanda. O Brasil também tem investido bastante em provas e apresentações desse vinho.

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Paisagem do Alto Douro Vinhateiro

10. Uma garrafa antiga de Vinho do Porto vintage precisa ser aberta a fogo, pois a rolha pode se desfazer com o procedimento comum, e deve ser consumido rapidamente. Isso é feito, pelo menos, nas garrafas da década de 1980 para trás.

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11. Dona Antónia Adelaide Ferreira, a Ferreirinha, foi a mulher de maior destaque do Douro e tem sua história passada entre gerações, sendo referência até mesmo para as crianças de hoje. Ela teve 35 quintas, se tornou a maior produtora de vinho de sua época e se dedicou plenamente a região, ajudando pessoalmente as famílias que trabalhavam em suas terras, financiando os estudos dos filhos desses trabalhadores, além de ter investido na construção de hospitais, dos caminhos de ferro e das águas termais. Atualmente há diversos vinhos do Porto que a homenageiam, como o Porto Ferreira Dona Antónia e a gama Adelaide, da Quinta do Vallado.

12. São cerca de 100 castas certificadas para a produção de vinhos do Douro e Porto. Para ser vinho do Porto ou do Douro é necessário que as castas sejam portuguesas e certificadas pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto – IVDP.

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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