City tour emocionante pelo leste da Ilha da Madeira

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A Ilha da Madeira foi o destino que escolhi para passar o meu aniversário de 35 anos, e falo isso com enorme carinho. Como já contei por aqui, a minha mãe é madeirense imigrada no Brasil. Estar por lá neste momento tão marcante e fazer um roteiro pela Madeira foi um verdadeiro presente para mim.

No artigo de hoje, vou contar como foi a nossa experiência com o passeio em excursão que fizemos com a Lido Tours pela região leste da Ilha da Madeira. Conhecemos a empresa durante a feira de turismo, em Lisboa, a BTL – 2017. Fomos bem atendidos por todos e logo percebemos o quanto são sérios e envolvidos ao que se propõem.

Eu, Rafa e Pat a caminho do leste da Ilha da Madeira na companhia da Lido Tours

Veja também: 6 coisas que você precisa saber antes de viajar à Ilha da Madeira

City tour pela região leste da Ilha da Madeira

Optamos por agendar com a Lido o city tour para a região leste da Ilha, que é das mais difíceis para dirigir. Ok, a Madeira não é para motoristas amadores rs.. Como queríamos ter uma experiência mais leve e tranquila no dia do meu aniversário, usamos o sábado que tivemos por lá para viajar em um pequeno grupo.

O passeio foi guiado pelo divertidíssimo Gama Madeira, também motorista da van. O ponto de encontro foi junto ao teleférico do Monte (outro passeio im-per-dí-vel), no centro do Funchal. É bem fácil de chegar.

O nosso guia Gama Madeira, da Lido Tours

Com sorriso no rosto o tempo inteiro, cheio de piadinhas ao microfone e com uma paisagem incrível a cada parada do percurso, nem vimos o tempo passar.

Camacha e a indústria do vime

Começamos pela Camacha, uma pequena vila conhecida pela indústria do vime – um produto genuíno da Ilha da Madeira. Mas, confesso: de todos os locais que passamos, este me apertou o peito por um motivo muito particular.

Conhecemos uma enorme fábrica de peças de vime, com produtos lindíssimos e bem executados. O que realmente me entristeceu foi ver os artesãos da fábrica, de mãos tão habilidosas e muito bom gosto, trabalhando em uma oficina escura, no subsolo da loja, longe da maioria dos consumidores e viajantes.

Os verdadeiros artistas do vime que mereciam um lugar de destaque na fábrica da Camacha, na minha opinião

Esses são os verdadeiros artistas e deveriam estar em um local iluminado, logo a entrada da fábrica, para que pudessem ser valorizados, tal como merecem, na minha opinião – exibindo suas habilidades e dividindo seu conhecimento sobre esta arte.

No alto do Pico do Arieiro

Todos dentro do carro e seguimos para o terceiro ponto mais alto da Ilha da Madeira: o Pico do Arieiro. São 1818 metros de altitude e um exagero de beleza natural. Aqui também está localizada a Estação de Radar 4, da Força Aérea Portuguesa. Com a baixa temperatura lá no alto, víamos até o gelinho acumulado em partes da estação.

Pico do Arieiro

Ali no meio está um percurso pedestre com vistas incríveis

Além do mirante, há também café e loja de suvenires, para quem estiver de passagem. Aos mais aventureiros, existe uma trilha bastante interessante que faz a conexão do Pico do Arieiro com o Pico Ruivo (PR 1 – Vereda do Areeiro) – deve ser algo absurdamente incrível, sobretudo pela altura daquelas montanhas. A “amostra” que temos do caminho já é de tirar o fôlego.

Pelos caminhos do Pico do Arieiro. Que frrrrio!

Tenha apenas atenção se você for sozinho, pois subir de carro por ali não é tão fácil, sobretudo em dia de pouca visibilidade.

As famosas trutas do Parque Florestal do Ribeiro Frio

A próxima parada foi no Parque Florestal do Ribeiro Frio, passando pelos caminhos da Floresta Laurissilva da Madeira – patrimônio da humanidade pela UNESCO. Por aqui, vimos os viveiros de trutas arco-íris do Posto Aquícola do Ribeiro Frio.

Este é um peixe que não é natural da Madeira (foi introduzido no século XX) e, por isso, esses tanques fazem a reprodução artificial das trutas para o povoamento da espécie na ilha.

Santana: a terra da minha família

De volta ao carro, comecei a ficar ansiosa. No tour, a parada do almoço estava marcada para Santana – a região de origem da minha família, que hoje tem quase 9 mil habitantes. Depois de ver as placas pelo caminho, olhava aquelas casinhas, os senhores no campo e pensava profundamente na minha mãe e nos meus avós: de onde teriam partido? Como era o cenário daquela aldeia há 60 anos?

Santana é famosa por suas casinhas de telhado triangular coberto por palha. Há umas tantas bem antigas espalhadas pelo campo. Entretanto, ali no centro, junto da câmara municipal (e nos cartões postais da Madeira), o que vemos é uma representação delas, uma homenagem ao que eram e o que representavam no passado.

Casinha típica de Santana e o edifício da câmara municipal

Assim, temos verdadeiras casas de boneca para visitar e, em seu interior, há artesãos vendendo seus produtos (destaque, claro, para os bordados – que deixam todo mundo de queixo caído).

Tivemos a sorte de ir a um sábado a tarde, quando em um terreno ali do centro estavam montadas várias barraquinhas com frutas e produtos locais. Adotei todos os feirantes como meus avós rs.. Compramos bolo de uma senhora muito querida e, claro, bananas da Madeira.

Com a Pat e o Rafa em uma pequena feira de Santana

Atrás de uma casinha, encontrei um mirante com vista para a imensidão azul do Oceano Atlântico. As lágrimas vieram aos olhos de pensar na coragem e ousadia dos meus avós de sair por aquele caminho tão incerto. E, claro, agradeci mentalmente por poder estar ali, em um lugar tão importante para mim e que revela muito da minha família.

A fotogênica Ponta de São Lourenço

Acabou o chororô e entramos de volta no carro para explorar mais caminhos do lado direito da ilha. Pausa rápida para uma foto em um altíssimo miradouro de Porto da Cruz e, mais a frente, um dos lugares que mais gostei de conhecer nesta viagem: a Ponta de São Lourenço. Uma cobinação perfeita de rochas, vegetação, sol e, claro, do oceano.

A vontade que tinha era de passar horas sentada naquele lugar olhando o céu e o mar, com tonalidades tão profundas de azul. Mas, como estávamos em grupo neste primeiro dia, com horário para cumprir, fizemos somente algumas fotos por ali e voltamos depois, ao final da viagem, quando estávamos com um carro alugado – desta vez, para percorrer um pouco do percurso pedestre entre as rochas e também passar um tempo maior contemplando toda aquela beleza. Tem um bom estacionamento por ali e os caminhos são simples para chegar.

Machico: uma vista deliciosa e… Praia!

Fechamos o dia com uma vista aérea de Machico, no Miradouro Pico do Facho, para contemplar sua praia de areia dourada, e, então, descemos para a vila e percorremos suas ruas para vê-la de pertinho.

De volta ao Funchal ao início da noite, onde estávamos hospedados, depois de um dia com fortes emoções. Tive a companhia do Rafa e também de uma querida amiga, a Patrícia Guerreiro (também nossa guia no Tour da Revolução, em Lisboa), nessa aventura junto do Gama Madeira e da Lido Tours.

Tour guiado x carro alugado: experiências diferentes

Nesta viagem, tivemos diversas experiências em deslocamentos – como esse tour de carro em excursão com a Lido (fomos acompanhados de um grupo pequeno, por volta de 10 pessoas), alguns percursos a pé pelo Funchal (um deles foi guiado pelo projeto History Tellers), também fomos a Ilha do Porto Santo de navio em bate-volta  (usamos os serviços da Porto Santo Line para tal), usamos o Aerobus para fazer a ligação do Aeroporto da Madeira para o Funchal (serviço impecável) e também alugamos um carro para percorrer mais alguns pontos da ilha.

Todas as opções têm seu valor – e vai depender do tipo de viajante que você é. Viajar de carro pela Ilha da Madeira pode ser bastante cansativo para quem dirige – tenha apenas atenção a isso. É uma região de montanhas, com muito sobe e desce, e alguns pontos com estradas mais estreitas, de mão dupla. Assim, se você não em segurança para dirigir, agendar os passeios em tours é imprescindível – seja privativo, seja em excursão.

Tenha apenas atenção que o português não é o único idioma apresentado nas excursões em grupo. Geralmente, os viajantes são de diversos países e o guia faz as explicações em português e inglês.

Para quem gosta de dirigir, como o Rafa, vale a pena mesclar os dias disponíveis da sua viagem com passeios a pé ou com outro tipo de transporte. Assim, se torna menos cansativo e extremamente agradável 😉

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

8 comentários

  1. Olá Priscila!!!!
    Parabéns pela matéria, a Madeira é realmente espetacular, linda, mágica…tive o prazer de conhecer há 4 anos, é terra do meu marido, confesso que fiquei apaixonada e encantada. Retornaremos em breve. Beijinhos e muito sucesso.

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      Olá, Adriana
      Como vai?
      Que bom que gostou da matéria! 🙂 A Ilha da Madeira deixa todos os amantes de paisagens naturais e gastronomia encantados.
      Volte sim!
      Um grande abraço!

  2. Muito boa a matéria, a centenas uma viagem enquanto lê e fica imaginando esses lugares tão belos que vc descreve. Estou encantada e apaixonada. Vc disse que imagina a ilha a 60 anos qdo sua mãe morou lá, eu já imagino meu avô tbem qdo garoto!!! Como o bacana descobrirmos nossas raízes. Parabéns pela matéria , estarei sempre de olho na sua página para saber coisas novas. Espero que meu sonho de conhecer a ilha possa se realizar

    • Priscila Roque e Rafael Boro
      Priscila Roque e Rafael Boro em

      Olá, Dulcelena
      Que delícia! Obrigada pelo seu carinho e companhia na leitura 🙂
      Com certeza você vai realizar este sonho! Você vai se emocionar com a Madeira!
      Um grande beijo e seja sempre bem-vinda!

  3. PAULA ZANDONADE em

    Olá Priscila!!!!

    Excelente matéria, me deu mais vontade ainda de ir rs…
    Vou para Portugal na segunda quinzena de novembro (19NOV a 02DEC) e queria muito ir para Ilha da Madeira, mas estou um pouco receosa por causa da época, o que me diz?

    Abraços e sucesso!

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      Olá, Paula
      Tudo bem?
      Muito bom saber que você gostou da matéria e teve vontade de conhecer a Madeira.

      O clima da ilha é bem diferente do que temos em Portugal Continental. Não faz tanto frio, exepto nas montanhas mais altas, e as temperaturas médias históricas de novembro são de 21°C máx e 15°C min. O movimento é menor do que no verão, então as passagens e as hospedagens podem ter preços interessantes.

      Um grande abraço!

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