Quem é Amália Rodrigues? [+ lugares para conhecer]

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Hoje vamos falar de…. Amália Rodrigues!

Esse vídeo faz parte de uma série em nosso canal no YouTube que conta de forma didática e curiosa quem são alguns dos principais personagens portugueses diretamente relacionados com a história e a cultura de Portugal.

Quem é Amália Rodrigues?

Amália Rodrigues em destaque no filme “Os Amantes do Tejo”, de 1955. Foto pertencente a Colecção Museu do Fado

Amália da Piedade Rebordão Rodrigues é provavelmente a mulher portuguesa mais conhecida no mundo. Isso se deve a sua arte, de ter levado o Fado além das fronteiras de Portugal.

Se você quer entender o que é o Fado tim tim por tim tim recomendo que assista este vídeo

Ela nasceu em Lisboa no ano de 1920. Apesar de ter um registro de nascimento que marcava o dia 23 de julho de 1920, essa era uma data controversa, pois não se referia ao dia exato.

Assim, adotou ao longo da vida o dia 1º de julho como seu aniversário (veja aqui a programação completa do centenário de Amália Rodrigues prevista para 2020 e 2021).

Uma referência no Fado

Amália era uma mulher forte, de opinião, e usava sua popularidade artística para que o Fado avançasse, ganhasse novos espaços.

Ela influenciou – e ainda influencia – gerações inteiras de fadistas com sua maneira tão particular de interpretar poemas, sua postura, sua personalidade e até mesmo na escolha de suas roupas para os shows.

Museu do Fado

Painel com parte da geração do Fado em Amália faz parte em destaque no Museu do Fado. Foto de ©José Frade EGEAC

Uma característica do Fado introduzida por ela, por exemplo, foi trazer poetas portugueses eruditos para uma música que era tão popular.

Assim, Amália cantou poemas de Luís de Camões, de José Régio e tantos outros escritores portugueses em bases do Fado. É como se musicasse esses poemas.

“Cantei poetas e cantei Camões. O Camões, para mim, é um grande fadista.”

– Em Amália uma Biografia, de Vitor Pavão dos Santos

Aliás, ela foi criticada inicialmente por fazer essa conexão de uma música popular e urbana com a poesia clássica.

Mas vindo de uma família humilde, sem completar os seus estudos, e com o crescimento que teve ao viajar o mundo levando seu talento por uma vida toda, teve a sensibilidade de perceber que a cultura portuguesa somente tinha a ganhar com essa ponte criativa entre o Fado e a literatura.

Ela também esteve presente no cinema e no teatro, que ofereceram grande destaque a sua carreira.

Se você quer ouvir a Amália e dar os primeiros passos para entender a expressividade de sua obra em Portugal e no mundo, ouça aqui a playlist que criamos no Spotify com músicas de diversas fases de sua carreira, inclusive com os poetas mencionados, e que mostram a versatilidade e a beleza de sua interpretação.

Amália no mundo (e no Brasil)

As viagens pelo mundo foram muitas, principalmente a partir da década de 1950. Encontrou fãs no Japão, na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, no Brasil e em tantos outros países.

Diferente da maior parte dos artistas portugueses que fazem sucesso fora do país, ela não cantou somente para a comunidade portuguesa emigrante.

Em lugares em que o idioma poderia ser uma barreira, como no Japão, Amália cativava pela maneira tão própria e intensa de interpretar os poemas no Fado.

No Brasil, expandiu seus horizontes e teve uma ligação muito profunda com o país – local que voltou inúmeras vezes. Gravou discos, cultivou amizades, apresentou grandes shows e fortaleceu parcerias que fazem com que até hoje ela seja lembrada com muito carinho.

Despedida

Amália Rodrigues faleceu em 6 de outubro de 1999. Foi uma imensa comoção para todo o país.

As pessoas foram às ruas para se despedir em uma manifestação de carinho e dor que nunca se tinha visto antes em Portugal.

Atualmente seu corpo descansa no Panteão Nacional, em Lisboa, ao lado de outros grandes nomes da história e da cultura de Portugal. Seu túmulo é um dos únicos que pode receber flores, por sua reconhecida paixão pelas plantas em vida.

Definitivamente, Amália é o grande símbolo do Fado dentro e fora de Portugal. Não há um único fadista (além de inúmeros músicos) que não seja influenciado por seu trabalho.

Deixo aqui outra dica para quem quer saber mais sobre o Fado.

Fiz um curso com o brilhante pesquisador Rui Vieira Nery no Centro Cultural de Belém chamado “Viagens Pela História do Fado”.

Ele é uma referência no assunto, inclusive sobre a Amália. Este livro é de sua autoria e está disponível para compra no Brasil. Chama-se Para Uma História do Fado.

Locais para saber mais sobre Amália Rodrigues

Se você quiser conhecer mais sobre ela, recomendamos que você não deixe de visitar a Casa Museu da Fundação Amália Rodrigues, em Lisboa. Ela viveu ali durante 50 anos.

Casa Museu Amalia Rodrigues

A minha primeira visita a Casa Museu dela, em 2014 :)

Além de poder ver objetos pessoais, roupas de shows e a famosa sala em que recebeu tantos amigos para compor e conversar (local em que, inclusive, gravou o fantástico disco Amália/ Vinícius, em 1969, com Vinícius de Moraes), você ainda vai conhecer o jardim que ela cuidava com tanto carinho e o seu papagaio Chico – que ainda está vivo.

Casa Amalia Rodrigues Papagaio Chico

Papagaio Chico no jardim da Casa. Além de assobiar também continua chamando por Amália

Jardim Casa Museu Amália Rodrigues

O jardim da casa permanece bem cuidado

Em casa de Amália

A RTP produziu um programa recentemente chamado Em Casa d’ Amália. Ele foi gravado na sua famosa sala com diversos cantores, músicos e fadistas (assista aqui)

Outro lugar que vale a pena visitar é o Museu do Fado, em Lisboa.

O trabalho feito por eles é bastante completo e guarda muitas raridades documentais, fotográficas e sonoras, além de instrumentos, obras de arte e objetos que retratam o Fado. É uma verdadeira imersão na cultura portuguesa. A visita guiada é também vale bastante a pena.

Sala Amália no Museu do Fado. Foto de ©José Frade EGEAC

Centro de Documentação no Museu do Fado. Foto de ©José Frade EGEAC

Há ainda um trabalho lindíssimo em homenagem a ela perto do Castelo de São Jorge (Calçada do Menino de Deus com a Rua São Tomé) – a obra “Calçada”, de 2015, que virou até capa de disco.

Esse painel é uma obra do artista Alexandre Farto, o Vhils, que contou com a colaboração fantástica dos calceteiros de Lisboa – ou seja, os homens responsáveis por assentar o pavimento da cidade.

Painel Amalia Rodrigues Vhils

O belíssimo trabalho de Vhils e dos calceteiros de Lisboa

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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