segunda-feira, 20 de maio de 2013

Programe-se: Vozes da Literatura Portuguesa


São seis os autores portugueses que desembarcam no Brasil durante essa semana para debater a literatura da atualidade entre os dois países. Patrícia Reis, Ana Luísa Amaral, Lídia Jorge, José Luís Peixoto, Rui Zink e Gastão Cruz farão parte do programa "Vozes da Literatura Portuguesa", promovido pela Casa Fernando Pessoa para o Ano de Portugal no Brasil.

Eles vão viajar por três cidades do País: São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Os debates serão mediados pela jornalista e diretora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa. "O programa pretende estabelecer um panorama vasto e contrastado de tendências e estilos. Os critérios de seleção tiveram em conta a representação equitativa entre poesia e ficção e a presença de várias gerações. Todos os estão publicados no Brasil”, comenta.

Acompanhe a agenda:

SÃO PAULO

BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE
Escritores: Lídia Jorge, Patrícia Reis e Rui Zink com moderação de Inês Pedrosa.
Data: 21/05 (terça-feira)
Horário: 16h às 18h
Local: Rua da Consolação, 94 - Centro

SESC CONSOLAÇÃO
Escritores: Ana Luisa Amaral, Gastão Cruz e José Luis Peixoto com moderação de Inês Pedrosa.
Data: 21/05 (terça-feira)
Horário: 20h00
Local: Rua Doutor Vila Nova, nº. 245, CEP: 01.222-020

PORTO ALEGRE


PUC
Escritores: Ana Luisa Amaral, Gastão Cruz, José Luis Peixoto, Lídia Jorge, Patrícia Reis e Rui Zink
Data: 23/05 (quinta-feira)
Horário: 14h a 16h
Local: Av. Ipiranga, 6681 - Partenon - Porto Alegre

INSTITUTO ESTADUAL DO LIVRO

Escritores: Ana Luisa Amaral, Gastão Cruz, José Luis Peixoto, Lídia Jorge, Patrícia Reis e Rui Zink
Data: 23/05 (quinta-feira)
Horário: 17h30
Local: Rua André Puente, 318, bairro Independência, Porto Alegre

RIO DE JANEIRO


INSTITUTO MOREIRA SALLES
Escritores: Ana Luisa Amaral, Gastão Cruz, José Luis Peixoto, Lídia Jorge, Patrícia Reis e Rui Zink com moderação de Inês Pedrosa
Data: 25/05 (sábado)
Horário: 18h
Local: R. Marquês de São Vicente, 476 - Gávea  Rio de Janeiro

Brasil recebe mostra de cinema português

Clique na imagem para ver maior
Começa nesta terça-feira, dia 21 de maio, a II Mostra Cinema Português Contemporâneo no Brasil. Com obras lusas produzidas entre 2000 e 2013, o evento passará por três cidades brasileiras. A primeira Recife, na Caixa Cultural. Depois, o Rio de Janeiro, no Instituto Moreira Salles. E, por fim, São Paulo, também na Caixa Cultural.

Ao todo, serão exibidos 25 filmes entre curtas e longas metragens premiados em diversos festivais internacionais, como "Branca de Neve", de João César Monteiro, "Filme do Desassossego", de João Botelho, "O Fantasma", de João Pedro Rodrigues e "A Cara que Mereces", o primeiro longa de Miguel  Gomes.


Assista ao trailer do "Filme do Desassossego"

Como de praxe, a mostra também homenageará um diretor. Desta vez, o nome escolhido foi Fernando Lopes, falecido no ano passado, que acumulou uma carreira com mais de meio século. Serão apresentados cinco de seus filmes mais importantes: "Belarmino" (1964), "Uma Abelha na Chuva" (1972), "Nós Por Cá Todos Bem" (1978), "O Delfim" (2002) e "Lá Fora" (2004).

Os cineastas portugueses João Botelho e Pedro Filipe Marques já confirmaram presença no evento em Recife e no Rio de Janeiro para a exibição de seus filmes.

Como forma de aproximar o cinema português do brasileiro, algumas obras também serão apresentadas por críticos e/ou diretores brasileiros. No Rio de Janeiro, haverá um debate sobre o assunto no dia 30 de maio, às 20h.

II Mostra Cinema Português Contemporâneo
Clique aqui e acompanhe a programação no Facebook da Mostra

CAIXA Cultural Recife

Datas: de 21 a 26 de maio de 2013
Endereço: Avenida Alfredo Lisboa, 505
Telefone: (81) 3425-1900

Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro
Datas: de 24 de maio a 6 de Junho de 2013
Endereço: R. Marquês de São Vicente, 476
Telefone: (21) 3284-7400

CAIXA Cultural São Paulo
Datas: de 16 a 28 de julho de 2013
Endereço: Praça da Sé, 111 – 6º andar
Telefone: (11) 3321-4400


Veja quais serão os filmes apresentados:

LONGAS

"A Arca do Éden", de Marcelo Félix
Documentário, 80 min, 2011

"A Cara que Mereces", de Miguel Gomes
Ficção, 108 min, 2004

"A Nossa Forma de Vida", de Pedro Filipe Marques

Documentário, 91 min, 2011

"A Vingança de uma Mulher", de Rita Azevedo Gomes
Ficção, 100 min, 2011

"Alice", de Marco Martins

Ficção, 102 min, 2005

"Angst", de Graça Castanheira
Documentário, 53 min, 2010

"Branca de Neve", de João César Monteiro
Ficção, 75 min, 2000

"É na Terra não é na lua", de Gonçalo Tocha
Documentário, 185 min, 2011

"Filme do Desassossego", de João Botelho

Ficção, 120 min, 2010
 "O Barão", de Edgar Pêra
Ficção, 88 min, 2011.

"O Fantasma" de João Pedro Rodrigues
Ficção, 90 min, 2000

"Palácios de pena", de Gabriel Abrantes e Daniel Schimdt
Ficção, 59 min, 2011


CURTAS

"A piscina", de Iana Ferreira e João Viana
16 min, 2004

"Directo", de Luís Alvarães e Luís Mário Lopes
13 min, 2010

"Hope", de Pedro Sena Nunes

Experimental, 10 min, 2010

"Kali, o pequeno vampiro", de Regina Pessoa
Animação, 9 min, 2012

"O nome e o N.I.M.", de Inês Oliveira
Ficção, 25 min, 2003

"Os olhos do farol", de Pedro Sarazina

Animação, 15 min, 2010

"Rafa", de João Salaviza
Ficção, 20 min, 2012


HOMENAGEM A FERNANDO LOPES
Foto: Reprodução/ Internet
"Belarmino"
74 min, 1964
O retrato de um antigo lutador de boxe, Belarmino Fragoso, através das suas deambulações por uma Lisboa que já não existe. A solidão, o medo e a derrota cruzam-se num filme que baralha o documentário, a ficção e  a  entrevista  num  passeio  por  antigas  salas  de  cinema  e  clubes  nocturnos.  Primeira  longa-metragem  de Fernando Lopes, com o apuro jazzístico de Manuel Jorge Veloso e a brilhante fotografia de Augusto Cabrita, este é um dos filmes-chave do Cinema Novo português.

"Uma abelha na chuva"
76 min, 1972
Retrato  social  típico  de  um  país  isolado  e  pobre,  vítima  de  uma  ideologia  totalitária.  “Um  universo  rural imobilista e opressivo, quebrado por ausências, desencontros ou silêncios, incidindo sobre um casal – Maria dos Prazeres, Álvaro Silvestre. Relação conjugal de compromisso, que é estilhaçada pelo conflito latente das paixões, fraquezas e desejos recalcados”. Adaptação  do  romance  homônimo  do  escritor  neo-realista  Carlos  de  Oliveira.  É  uma  das  obras  do  Novo Cinema  que,  assimilando  aspectos  da  linguagem  dos  vanguardistas  franceses  da  Nouvelle  Vague,  se mantém na tradição da crítica social, iniciada no cinema português por Manuel Guimarães.

"Nós por cá todos bem"
80 min, 1978
O filme mistura atores profissionais com habitantes de uma pequena aldeia portuguesa. Conta a história de uma pequena equipe de filmagens numa aldeia entretida com alguns dos aspectos do seu dia-a-dia.

"O Delfim"
Ficção, 83 min, 2002
Portugal,  finais  dos  anos  60.  Tomás  Palma  Bravo,  o  Delfim,  o  Infante,  é  o  herdeiro  de  um  mundo  em decomposição.  É  ele  o  dono  da  Lagoa,  da  Gafeira,  de  Maria  das  Mercês,  sua  mulher  infecunda,  de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um “Jaguar E”, que o leva da Gafeira a Lisboa e às putas. Um caçador, detetive e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos-reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa.Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rastro. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos.

"Lá fora"
Ficção, 107 min, 2004
Laura Albuquerque é uma conhecida jornalista de televisão que se mudou recentemente para um condomínio de luxo. José Maria Cristiano é um corretor da bolsa que aí vive e que observa obsessivamente a sua nova vizinha através das câmeras de vigilância do prédio. José Maria e Laura são, sobretudo, dois seres irremediavelmente sós que, ao mesmo tempo, desejam e receiam amar e ser amados. Um dia, a jornalista convida o corretor para o seu programa de televisão e depressa se percebe a atração que sentem um pelo outro. Será que o amor ainda é possível?

"Fernando Lopes, provavelmente"
Documentário, 94 min, 2008
Viajamos com Fernando Lopes até às suas origens: por um lado, a terra, a Várzea da infância; por outro lado, o cinema, as convulsões do Cinema Novo português e o desejo utópico de transformar o mundo. Não é um movimento nostálgico, mas uma exigência de verdade. A mesma exigência que o levou a filmar a vida crua e romanesca de Belarmino Fragoso, na Lisboa dos anos 60, a encarar os fantasmas do mundo rural recolhidos em “Uma Abelha na Chuva” de Carlos de Oliveira, ou ainda a retratar a solidão avassaladora dos novos condomínios fechados, em “Lá Fora”. Na nossa viagem, desaparecem as fronteiras entre o cinema e a vida.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Curiosidades: Elevador da Glória

Foto: Priscila Roque/ Cultuga
Ele já apareceu em filmes, é constantemente procurado por turistas, transportou grandes nomes portugueses e foi até tema de música. O Elevador (ou ascensor) da Glória liga dois grandes pontos de Lisboa, a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto, e tem capacidade para 22 pessoas sentadas e outras 20 em pé.

Foto: Priscila Roque/ Cultuga
Em funcionamento desde 24 de outubro de 1885 (e movido a eletricidade a partir de 1915), ele foi o segundo transporte do gênero implantado na capital e é o mais movimentado da cidade - levando até 3 milhões de passageiros por ano. Desde 2002, esse elevador é considerado Monumento Nacional.

O trajeto total tem 265 metros. Pode parecer pouco, mas por se tratar de uma ladeira extremamente íngreme ele se faz necessário e, é claro, faz isso com enorme charme. Até o final do século XIX, sua graciosidade era ainda maior: as viagens noturnas eram feitas a luz de velas.


Em 1987, a banda portuguesa Rádio Macau homenageou o Elevador da Glória com uma canção que se tornou referência na época. Assista ao vídeo!

Horário de Funcionamento:
2ª a 5ª Feira: 7:00h – 23:55h
6ª Feira: 7:00h – 00:25h
Sábado: 8:30h – 00:25h
Domingo e feriado: 9:00h – 23:55h


domingo, 12 de maio de 2013

Mais música portuguesa na Virada Cultural

Conforme já foi dito aqui no Cultuga, a edição de 2013 da Virada Cultural, que acontece no próximo fim de semana em São Paulo, vai receber uma das grandes bandas de rock de Portugal, o Mão Morta. Entretanto, além deles, também estarão presentes outros três artistas portugueses. Acompanhe a programação lusa:

Wordsong
Data: domingo, 19 de maio
Horário: 2 da manhã
Palco: Pátio do Colégio
O Wordsong é um projeto multimídia que reúne os músicos Pedro d'Orey, (Mler If Dada), Alexandre Cortez (Rádio Macau), Nuno Grácio, Filipe Valentim (Rádio Macau) e também alguns artistas convidados. Eles transformam, manipulam, desconstroem e reconstroem experiências sonoras de formato melódico-electrônico a poesia de autores portugueses, como AL Berto e Fernando Pessoa.



Osso Vaidoso
Data: domingo, 19 de maio
Horário: 4 da manhã
Palco: Pátio do Colégio
Ana Deus (Ban) e Alexandre Soares (GNR) também trazem ao Brasil a literatura portuguesa musicada. No Osso Vaidoso, a dupla faz canções simples, sem grandes artifícios, inspiradas a partir de textos de Regina Guimarães, valter hugo mãe e Alberto Pimenta.



Mão Morta
Data: domingo, 19 de maio
Horário: 4 da manhã
Palco: Avenida São João
A tradicional banda de rock lusa, que completa 30 anos de carreira no ano que vem, nasceu em Braga e é conhecida por suas performances teatrais no palco. Liderada pelo carismático Adolfo Luxúria Canibal, o Mão Morta sempre se manteve no underground português, apresentando um som mais alternativo.



Mário Moita
Data: domingo, 19 de maio
Horário: 1 da tarde
Palco: Praça Dom José Gaspar
Mário Moita nasceu em 1971 em Évora, capital da região do Alentejo. Estudou Piano no conservatório de Évora ainda jovem. Aprendeu o Fado ao Piano com o seu primeiro mestre, o pianista Fortunato Murteira. Desde 1994, apresenta um currículo vasto de atuações em grandes festivais do mundo todo.
Saiba mais: http://www.mariomoita.com

sábado, 11 de maio de 2013

Camané na Fnac Chiado em Lisboa

Foto: Priscila Roque/ Cultuga
Aproveitando a minha temporada lisboeta, hoje foi dia de conferir a apresentação do fadista Camané na Fnac Chiado. Como se tratava de um grande artista português e o anúncio do show foi feito com certa frequência em todas as lojas portuguesas da rede, cheguei cedo ao local. Com pouco mais de 1h30 antes do início do concerto, encontrei uma cadeira livre bem na segunda fila.

Os músicos que o acompanham, nessa altura, já estavam no local passando o som. Para a minha surpresa, uma das canções que eles adiantaram foi a minha preferida: "Saudades Trago Comigo". Cantarolei em pensamento e, ao olhar para o lado, vi o Camané entrando no backstage.

Com um público bastante variado e de todas as faixas etárias, optei por observar o rosto de cada um. O Camané, a certa altura, também subiu ao palco para testar o microfone e nos observar. Com bastante simpatia e simplicidade, se despediu do público para voltar somente na hora do show.

Foto: Priscila Roque/ Cultuga
Pontualmente às 17h30 teve início a apresentação. Por se tratar de algo promocional, o objetivo era mostrar canções de seu mais recente álbum, "Camané - O Melhor 1995-2013". Apesar de ser uma coletânea, o disco também traz faixas inéditas. "Ai Margarida" é uma delas, e foi fortemente aplaudida pelo público. Já "Ai Silvina, Silvininha", de Alain Oulman, com poema de António Gedeão, também foi mostrada por Camané ao vivo, entretanto só consta na edição especial do álbum.

"Sei de um Rio", o tema que abre esse CD e um dos grandes sucessos do fadista, emocionou a platéia. Com uma interpretação forte e letra tocante, alguns chegaram a derramar lágrimas.

Foto: Priscila Roque/ Cultuga
O pocket, com 30 minutos de duração, terminou com aquela minha favorita: "Saudades Trago Comigo". O público deixou suas cadeiras e ovacionou Camané e seus músicos. Foi uma grande apresentação e uma experiência ímpar.

Nos próximos dias, o show na íntegra deve ser postado no site oficial da Fnac portuguesa. Clique aqui para acessar.

Enquanto ainda não há registros em vídeo na web dessa apresentação, aqui está uma das minhas sugestões para a trilha desse post:

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