Conheça a região das vinícolas do Alto Douro, em Portugal

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O rio Douro nasce na Espanha e corta todo o norte de Portugal, tendo sua foz entre o Porto e Vila Nova de Gaia. Ele é um dos mais emblemáticos do país, visto que a extensão portuguesa forma um importante cartão postal: o Vale do Douro – famoso mundialmente pela produção do Vinho do Porto.

A área em que estão localizadas as vinícolas (chamadas de Quintas, em Portugal) é também chamada de Alto Douro Vinhateiro. Essa região mantém uma das paisagens portuguesas mais impressionantes. Por isso, também é um destino romântico de alta procura.

Conheça a região das vinícolas do Alto Douro – Portugal

Se você pretende visitar o Douro durante a sua próxima viagem a Portugal, vale a pena dar uma olhada nas informações que reunimos aqui a partir da visita riquíssima que fizemos ao Museu do Douro, com o guia Marco Barradas. Elas, certamente, deixarão o seu passeio ainda mais mágico :)

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– A região do Douro não é somente produtora de vinhos, como também de amêndoas e azeite. Do Peso da Régua até o Foz Côa, e também perto da Espanha, é uma área mais árida, ideal para essa produção;

 Note que há sempre oliveiras plantadas em volta das vinhas ou enfileiradas nos socalcos (aqueles “degraus” famosos na paisagem do Douro). Elas funcionam como divisão de propriedades, são importantes para abrigar as videiras no inverno, protegendo-as dos ventos fortes e das geadas, e suas raízes também sustentam a terra em virtude da erosão e das chuvas junto aos socalcos;

Oliveiras e vinhas na paisagem de outono do Vale do Douro

– No século XIX, houve uma praga chamada filoxera (um inseto que se alimenta da raiz da videira) que se espalhou rapidamente e acabou com muitas vinhas. Hoje vemos os locais que foram atingidos também presentes na paisagem do Douro, chamados de “mortórios” – ou seja, socalcos antigos e, por vezes, abandonados, onde ali estavam vinhas que morreram da praga. Entretanto, sua preservação é importante porque há fauna e flora da região nesses espaços. Na paisagem do Douro consegue-se perceber as diferenças entre os socalcos antes da filoxera e depois, quando passaram a ser mais largos, altos e com mais inclinação (livres da praga);

– A primeira região demarcada para a produção de Vinho do Porto, há 260 anos, mantinha cerca de 1/3 do que ela é hoje, indo de Mesão Frio ao Pinhão. Atualmente, a região vai de Barqueiros, em Mesão Frio, até a fronteira com a Espanha, em Freixo de Espada à Cinta, com 250 mil hectares;

Paisagem do Peso da Régua no outono, com vinhas e oliveiras

– Um dos personagens importantes do Douro foi Joseph James Forrester, ou Barão de Forrester. Com 22 anos ele saiu da Inglaterra rumo a Portugal para trabalhar em um negócio de Vinho do Porto na Offley (uma das maiores casas exportadoras de Vinho do Porto). Poucas eram as vezes que os proprietários subiam o rio Douro para visitar as quintas. Antes da construção das barragens, não tinham as estradas que temos hoje e o caminho de ferro só foi construído na segunda metade do século XIX. Uma subida do Porto ao Douro de barco, além de perigoso, demorava semanas. Forrester, que costumava ir Quinta da Boavista, no Pinhão, se apaixonou pela região e, para facilitar o seu contato entre os portugueses, mudou até o seu nome para José. Ele estudou o rio Douro como poucos na época, sendo um dos primeiros cartógrafos a documentar a área com precisão. No Museu do Douro é possível ver um dos impressionantes 25 mapas originais que ele criou, assinalando 210 pontos de má navegação, quedas de água e locais em que os barcos poderiam ficar presos, com rochas que existiam no meio do rio. Ele conhecia o rio como ninguém, mas acabou por morrer ironicamente em um acidente de barco, em uma área muito estreita, onde hoje é a Barragem da Valeira;

– O Douro é o rio português que gera mais energia anualmente, com cerca de 20 afluentes. É também a maior bacia hidrográfica de Portugal;

– Os barcos rabelo (que hoje fazem passeios turísticos no Porto/ Vila Nova de Gaia e também no Alto Douro Vinhateiro) eram utilizados no transporte do vinho no Douro a partir das quintas produtoras até as caves. Cada empresa tinha o seu barco. Havia rabelos também para o transporte de pão, lenha, cereais e para a passagem de pessoas, de um lado para o outro da margem;

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Barco rabelo no Cais do Pinhão

– Ao longo do percurso do Douro estão 111 pequenas capelas e ermidas, construídas em pontos específicos para auxiliar os marinheiros espiritualmente. Ao encontrar cada um desses locais, eles identificavam o santo e pediam proteção para navegar no temido Douro. Então, sempre que vir uma pequena capela nas encostas significa que ali havia um ponto difícil de navegação;

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– O Douro é famoso por suas cheias. Tanto no Alto Douro Vinhateiro, como nas caves, vemos as marcas daquelas que foram mais severas, como as de 1909 e 1962. As barragens foram construídas para controlar o nível da água, fazendo com que a maior parte da água não chegue ao Porto e a Vila Nova de Gaia. Mas a verdade é que as cheias sempre fizeram parte da história do Douro…


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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

10 comentários

  1. Avatar

    Olá Priscila, parabéns pelo site, muitas dicas boas, estou aproveitando todas para minha viagem para Portugal agora em novembro, do dia 02 ao dia 15. Além dos dias em Lisboa e Porto, vou ficar um dia em Amarante, chego dia 11 e saio dia 13, gostaria muito de fazer o passeio de barco pelo Douro, mas quando fui reservar não consegui achar nenhum tour disponível nessa época, as empresas falam do fechamento das barreiras, é isso mesmo? Vai ter que ficar para uma próxima viagem?

    • Priscila Roque
      Priscila Roque em

      Olá, Claudiane
      Tudo bem?
      Agradeço o seu carinho :) Que delícia!
      Infelizmente, sim. Há épocas em que não é mesmo possível fazer os passeios ao longo do Douro, somente os turísticos da própria cidade do Porto, que passam pelas pontes.
      Um grande beijo e uma excelente viagem

  2. Avatar

    Oi, Priscila e Rafael!
    Eu de novo :)
    Vou conseguir encaixar um dia inteiro no Douro.
    Eu gostaria de fazer o passeio de barco e também visitar vinícolas, mas estou bem confusa sobre qual é a melhor região para ficar. Pinhão, Lamega, Régua… ?
    Podem me ajudar?
    Super obrigada!

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      Olá novamente, Natalia! :)

      Legal que você conseguiu encaixar a região do Alto Douro no roteiro. Há ótimas hospedagens (casas rurais, hotéis e quintas produtoras de vinho) no Pinhão, Peso da Régua e Lamego. Você estando de carro, qualquer uma das três (você vai ter lindas vistas da paisagem do Douro). De transporte público, aconselho o Peso da Régua, principalmente as que não fiquem tão distante do rio. A maioria dos passeios de barco partem do cais do Pinhão. Há ótimas vinícolas. Nós gostamos da Quinta da Pacheca, da Quinta do Crasto, da Quinta do Bonfim e da Quinta do Vallado.

      Um grande abraço e boa viagem!

  3. Avatar

    Ola Priscila.
    Estou lendo suas dicas de Portugal, e estou adorando.
    Nós iremos em setembro, começaremos nossa viagem por Porto, passando por Lisboa e Algarve. No entanto em Porto estamos querendo fazer um passeio para conhecer as vinícolas do Vale do Douro, vi que tem excursões para lá, você indicaria?

  4. Avatar

    Adorando seu blog. Vc faz roteiro ? Qual o valor e o valor do passeio guiado em Lisboa. E tb do ensaio fotografico? Estou indo no final de set .
    Grata,

    Ana Claudia

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