Açores: roteiro para visitar Ponta Delgada na Ilha de São Miguel

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Alguns passeios são clássicos para quem vai aos Açores, e uma ida a Ponta Delgada é um deles. Essa é a capital de São Miguel (a maior ilha do arquipélago português). É nela que está localizado o Aeroporto dessa ilha e alguns de seus melhores restaurantes. Portanto, uma coisa é certa: em algum momento você vai passar por aqui.

Muuuuuuuuu… Há vacas também no centro histórico de Ponta Delgada rs.

Nós estivemos em Ponta Delgada no último mês de março – uma parceria que fizemos com o órgão de turismo local, o Visit Azores. Procuramos por eles para solicitar um apoio estrutural e organizacional para essa viagem – inicialmente pela Ilha de São Miguel, visto que temos recebido diversas dúvidas de leitores desde o ano passado nos pedindo indicações de como fazer um bom roteiro de viagem pelos Açores.

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Além disso, a imigração açoriana é bastante presente e influente no Brasil, sobretudo na região sul do País. Nessa série de artigos sobre as ilhas portuguesas, também temos como objetivo aproximar os nossos leitores da realidade atual desses locais. Assim, optamos por começar destrinchando São Miguel (em paralelo, também estamos preparando um material completo sobre o arquipélago da Madeira, terra da minha mãe ❤).

Fizemos base em Ponta Delgada por 5 dias e foi uma boa escolha, pois a cidade tem excelente suporte a qualquer hora do dia, fácil acesso as estradas que cobrem toda a ilha, uma rede hoteleira variada e qualificada além de, claro, está logo ao lado do Aeroporto.

Prepare o seu roteiro para Ponta Delgada

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Portas da Cidade: o cartão-postal de Ponta Delgada

Ponta Delgada tem uma atmosfera muito interessante e posso dizer que fui surpreendida. Na verdade, como essa foi a nossa primeira vez em uma ilha portuguesa, não sabia bem o que ia encontrar. A surpresa veio na animada vida cotidiana desse centro histórico, bem como as excelentes estradas que rodeiam a cidade.

Quanto tempo é necessário para conhecer a cidade?

Dedicamos um dia completo a Ponta Delgada, que foi logo o nosso primeiro. Fomos acompanhados pelos profissionais da Picos de Aventura, que pela manhã nos levaram a um passeio para a observação de baleias e golfinhos e a tarde a um passeio a pé, para que pudéssemos conhecer o centro histórico.

Flávia (do blog Almost Locals), eu e o Rafa com o Hugo, instrutor e guia na Picos de Aventura

Entretanto, no decorrer da viagem retornamos outras vezes para jantar e ir pontualmente a locais que havíamos pesquisado, visto que a nossa base também era aqui. Sugiro que, se assim como eu, você gosta de conhecer cidades históricas e explorar com calma suas ruas, arquitetura e rotina, fique mais do que meio período em Ponta Delgada.

Como chegar ao centro histórico?

Para quem está hospedado em Ponta Delgada, dá para fazer quase tudo a pé. Entretanto, quem chega a cidade de carro, poderá estacionar junto a Marina Pêro de Teive. Encontramos vagas facilmente por lá (tenha apenas atenção que uma boa parte delas é paga no parquímetro).

Quem não dirige, poderá ainda usar táxis, mas saiba que é um meio de transporte caro para percorrer pequenas distâncias e eles não fazem uso do taxímetro, pois não é obrigatório. Em um percurso de 1,5km que precisamos fazer de emergência, pagamos 5€ (valor superior ao mesmo percurso em Lisboa, por exemplo).

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O que ver em Ponta Delgada?

Não deixe de olhar para… O chão!

Portugal continental está repleto, claro, de calçadas portuguesas. As ilhas também não poderiam fugir a regra. Por aqui, o que chamou a nossa atenção foram os padrões, diferentes do que estamos acostumados, e a presença constante e mais marcante das pedras escuras.

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A calçada da marginal de Ponta Delgada

E elas não são mesmo como no continente. Em São Miguel, a pedra escura é basalto, uma rocha vulcânica bastante comum nas ilhas. Apenas os detalhes em pedra mais clara é que são feitos de calcário, como vemos em Lisboa.

Aliás, tais calçadas são tão interessantes e importantes para o patrimônio local que o pesquisador português Ricardo Teixeira, do departamento de Matemática da Universidade dos Açores, fez dois roteiros de Ponta Delgada baseados somente nas calçadas (veja o roteiro de frisos e o roteiro de rosáceas).

O contraste de seus edifícios e as Portas da Cidade

O município de Ponta Delgada tem entre 65 e 70 mil habitantes. Quando comparamos com as referências que temos no Brasil, é uma região muito pequena. Porém, conforme foram passando os nossos dias de viagem pela Ilha de São Miguel, percebemos a riqueza desse pequeno grande espaço.

Entre a vida moderna presente em lojas e na rotina de sua população, estão aqueles edifícios tradicionais, ora em branco e basalto, tal como as calçadas – e que formam o cartão postal mais típico daqui, ora as vivas e coloridas casinhas que encontramos pelas estreitas e graciosas travessas.

Um outro ponto turístico que você seguramente vai passar são as emblemáticas Portas da Cidade. Elas inicialmente foram construídas junto ao antigo cais, no século XVIII. Entretanto, quando a região foi modernizada, com a abertura da Avenida Infante Dom Henrique, elas, então, foram levadas para a praça Gonçalo Velho Cabral. Atualmente, é nessa praça que acontecem grandes eventos da cidade, como, por exemplo, a passagem de ano com a queima dos fogos de artifício.

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Aqui também é celebrada a passagem de ano

Capela de N. S. da Esperança, Igreja Matriz e Igreja de São Pedro

Há diversas igrejas que podem ser visitadas em Ponta Delgada, mas três delas chamaram a nossa atenção. A quem gosta de arquitetura ou turismo religioso, vale a pena tomar nota dos nomes, pois elas são muito diferentes entre si e revelam muito da vida local.

A começar pela Capela de Nossa Senhora da Esperança, que fica no Campo de São Francisco – uma bonita e larga praça repleta de plátanos (um tipo de árvore que encontramos frequentemente na cidade). Pequenina e acolhedora, essa igreja foi construída no século XVI, junto do Convento de mesmo nome.

Interior da Capela de Nossa Senhora da Esperança

Destaque para os incríveis painéis de azulejos que lá estão, os acabamentos em talha dourada e a imagem do chamado Senhor Santo Cristo dos Milagres – uma peça de arte sacra que é o símbolo de uma das maiores celebrações religiosas da Ilha de São Miguel (não consegui fotografá-la, pois a imagem fica atrás de uma grade).

Tome nota: durante a festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres, esta imagem é levada em procissão – cerimônia que acontece sempre no quinto domingo após a Páscoa. O Hugo, nosso guia, disse que o Campo de São Francisco fica todo iluminado e decorado, as pessoas de grande parte da Ilha se reúnem ali e há fartura de comida e bebida, como em um arraial.

A Igreja Matriz também é essencial em uma visita a Ponta Delgada. Quem já conhece Lisboa, vai logo identificar o chamado estilo manuelino na arquitetura de seu portal principal. Esse é um templo dedicado a São Sebastião, padroeiro da cidade,  que começou a ser construído também no século XVI. A torre do relógio é lindíssima.

Detalhes da Igreja Matriz

A imponente Torre do Relógio da Igreja Matriz

Por fim, sugiro também uma visita a Igreja de São Pedro, que fica bem perto do Mercado da Graça e tem um interior mais leve, claro, e seu exterior tipicamente micaelense (palavra que usamos quando nos referimos ao que é original de São Miguel). Sua documentação mais antiga data do século XVII, mas acredita-se que anterior a essa época já existia um templo em homenagem a São Pedro por aqui. É uma referência da arquitetura barroca dos Açores.

O interior da Igreja de São Pedro

Aproveitando que estamos falando em igrejas, uma outra curiosidade que vale a pena ter atenção, quando você for montar o seu roteiro para a Ilha de São Miguel, é sobre os Romeiros. Essa é mais uma manifestação religiosa marcante por aqui. Na época da Quaresma, um grande grupo de homens saem a pé pela Ilha, durante 8 dias, rezando e cantando por igrejas grandes e pequenas.

Caminhar, comer e beber nas Portas do Mar

Lembro que uma das primeiras coisas que o Hugo, nosso guia da Picos de Aventura disse, foi que nas Portas do Mar as pessoas se encontram todos os dias da semana para beber uns copos (como dizem os portugueses), jogar conversa fora, praticar esportes e comer bem.

Também foi o que nós fizemos. Em nosso primeiro almoço nos Açores, conhecemos o Anfiteatro, que é uma espécie de restaurante-escola da EFTH – Escola de Formação Turística e HoteleiraAqui, vemos a cozinha mais pura e criativa, com a atenção e o capricho de cada um dos funcionários e alunos.

Anfiteatro: chegamos ao finalzinho do horário de almoço, já às 14h, e acabamos por ter uma refeição bastante calma

As Portas do Mar é uma das marcas contemporâneas de Ponta Delgada, obra do arquiteto português Manuel Salgado, de 2008 (que também esteve a frente do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e do estádio do Dragão, no Porto).

Apesar de termos passado pela Ilha de São Miguel no finalzinho do inverno, em nosso primeiro dia de viagem, quando caminhamos por aqui, vimos pessoas nadando no mar e jogando futebol. Aquele clima gostoso de fim de semana mesmo.

Nas Portas do Mar, basta ter sol para as pessoas virem aproveitar o espaço

Piscina natural e nadadores na área delimitada permitida para nadar no mar

Pausa para um doce e um café no Louvre Michaelense

Louvre Michaelense já estava na nossa lista de locais a conhecer antes mesmo de pegarmos o avião rumo a Ilha de São Miguel. E aconselho que coloque-o também na sua.

O Louvre Michaelense é apaixonante

No coração da Ponta Delgada você vai encontrar esse espaço aconchegante, com uma luz linda e repleto de sorrisos por todos os lados. Para sentar com tempo, apreciar os produtos tradicionais açorianos, pedir um café, escolher um doce e fazer uma pausa das andanças da viagem. É sério, você não vai se arrepender. 

Ok, você deve estar curioso para entender a razão do nome. Essa era uma antiga chapelaria com produtos importados de Paris, de 1904, que foi remodelada e ganhou um novo uso em 2015. Saíram os acessórios de vestuário importados, entraram os utensílios de cozinha, os artigos de decoração, o artesanato, os licores açorianos, os chás, os cereais… Tem de tudo um pouco. É uma mercearia, inclusive com alguns produtos de marca própria.

Aqui, me apaixonei (e suspirei muito) por uma xícara do Antero de Quental. Aliás, você sabia que ele nasceu em Ponta Delgada?

Xícaras do Antero de Quental feitas especialmente pela Vista Alegre para o Louvre Michaelense

Delicie-se n’O Rei dos Queijos, no Mercado da Graça

Quando a gente começa a falar de comida, não quer parar mais – ainda mais quando se trata de Portugal rs. Por isso, deixo aqui mais uma dica para provar os sabores dos Açores: O Rei dos Queijos.

A loja fica dentro do Mercado da Graça, o mercadão de Ponta Delgada. Além de vender queijos maravilhosos de todo o arquipélago dos Açores, o atendimento é impecável. Acho que ficamos uma meia hora por ali batendo papo com o balconista, perguntando mais sobre o processo de fabricação dos queijos, as diferenças entre eles, conhecendo seus principais produtores e, claro, provando, provando, provando…

O Rei dos Queijos fica dentro do mercadão de Ponta Delgada

A nossa sacola saiu cheia. Por isso, programe-se para passar por lá em um momento do seu passeio que seja possível retornar rapidamente ao hotel para guardá-los.

Arte de rua e vida cultural

Um outro aspecto que faz da Ponta Delgada uma cidade pulsante é sua vida cultural. Em muitos edifícios vemos grafites que explodem como pontos de cor naquele cenário histórico tradicional. Há até um grande festival urbano criado para reunir artistas de rua anualmente por aqui, o Walk & TalkSe você é daqueles que adora fotografar intervenções na rua, esse é um prato cheio.

Street art em Ponta Delgada

Além disso, há também duas grandes e importantes salas de espetáculos, que recebem bons shows e peças de teatro o ano todo, que são o Teatro Micaelense e o Coliseu Micaelense. Infelizmente, não foi desta vez que conseguimos cruzar a nossa visita com a agenda de ambos para que pudéssemos conhecer internamente as casas. Mas, olha, para uma cidade (na verdade, uma ilha inteira) que a gente amou visitar, é sempre importante deixar coisas por fazer, não é? Assim, não faltam motivos para voltar…

Observação de baleias e golfinhos

Junto da Marina Pêro de Teive saem diversos tipos de barcos em alto mar para a chamada observação de cetáceos. Essa é uma atividade segura e bastante famosa nos Açores, principalmente por ter uma vida tão envolvida com o mar e a facilidade de ver esses animais em seu habitat natural.

Somente em 1986 que foi extinta oficialmente a caça as baleias nos Açores – uma prática bastante comum nas ilhas desse arquipélago por longos anos, por ter sido o sustento de muitas famílias, sobretudo com a extração do óleo a partir da carne da baleia (e não só) no século XVIII. Hoje, com a consciência ecológica, a modernidade e, sobretudo, o reconhecimento da importância da vida marinha, os cetáceos são cuidados e preservados com enorme carinho pela população açoriana, quando sua observação turística é feita apenas com o acompanhamento de biólogos e em barcos adequados, que não afetam a rotina desses animais.  

O passeio que nós fizemos foi promovido pela empresa Picos de Aventura, como já comentei por aqui. Além da observação de baleias e golfinhos, eles ainda oferecem outras atividades focadas no turismo de natureza para todas as idades e com graus de dificuldade variáveis.

A sede da Picos de Aventura na Marina de Ponta Delgada

Chegamos a sede da empresa com antecedência pois, antes de embarcarmos rumo ao alto mar, há sempre alguns minutos reservados para a explicação de quais espécies vivem no mar dos Açores e as probabilidades de os vermos durante o passeio, cruzando o período do ano com o volume de indivíduos de cada divisão dos cetáceos.

A bióloga que nos acompanhou no passeio

Todos os participantes recebem um casaco de plástico com capuz, para se protegerem da água espirrada pelo barco, e um colete salva-vidas. Embarcamos em um chamado semi-rígido, que acomoda as pessoas sentadas em fileiras, uma atrás da outra. Este é um dos barcos mais indicados para a prática, pois ficamos na altura do mar, bem próximo aos animais.

O nosso barco

A bióloga que nos recebeu foi a mesma que esteve presente no barco o tempo todo conosco. Essa é uma atividade que dura, geralmente, de 2h30 a 3 horas.

Atenção a quem gosta de fotografar: se você quiser levar a sua câmera, envolva-a com um saco plástico transparente ou use uma caixa estanque, seja amadora ou profissional (inclusive celulares). O mesmo vale para mochilas e bolsas. Você poderá deixar as suas coisas em um locker, em terra, ou saber que tais itens podem molhar durante o tempo em que estiver no barco.

O mesmo vale para a roupa. Lembre-se que essa é uma atividade no mar. Portanto, mesmo que esteja um pouco frio, opte por roupas esportivas, que secam rapidamente. Eu fui de calça jeans rs. fuééééééé

Ela não exige nenhuma preparação anterior, pois é um passeio de lazer. A exceção é para gestantes e pessoas com problemas de coluna, quando deve ser evitado, pelo impacto do barco na água, que é muito forte por conta da velocidade e por estarmos contra a maré no início do passeio.

Entretanto, eu e o Rafa não conseguimos ficar até o final. O Rafa teve um forte mal-estar assim que o barco desligou o motor em alto mar – momento em que aguardaríamos os animais aparecerem. A equipe presente não mediu esforços para ajudá-lo, bem como tivemos a compreensão dos demais passageiros com essa situação, até a chegada de um barco resgate, que nos levou para terra firme (a Flávia, que nos acompanhava nessa aventura, permaneceu no barco e contou mais sobre esse passeio lá no Almost Locals).

Isso não é comum de acontecer, mas infelizmente foi assim conosco. E, mais do que elogiar uma empresa por um passeio que deu certo, é reconhecer o preparo, a calma e a segurança que a Picos de Aventura teve em nos acolher em uma situação delicada como essa.

Portanto, se você deseja fazer esse passeio, recomendo apenas que alimente-se com um café da manhã mais leve e tome um remédio preventivo que esteja acostumado para evitar enjoos – esses, sim, podem ser comuns aos mais sensíveis. É o suficiente para que possa desfrutar 😉

A série de reportagens #AçoresParaBrasileiros foi idealizada pelos blogs Cultuga e Almost Locals. A nossa visita à Ilha de São Miguel, nos Açores, contou com o apoio do VisitAzores, que organizou nosso roteiro; do Hotel VIP Executive Azores (Ponta Delgada), onde ficamos hospedados; da Autatlantis, que nos cedeu o carro durante nossa estadia na ilha, e da SATA – AzoresAirlines, que nos ofereceu os voos de Lisboa a Ponta Delgada e de Ponta Delgada a Lisboa.

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Veja também o índice de artigos do Cultuga para ajudar no planejamento do seu roteiro com muitas dicas, sugestões de rota e outras informações sobre Portugal e ilhas portuguesas 🙂

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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