Açores: 10 coisas imperdíveis para fazer na Ilha de São Miguel

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Visitar a ilha de São Miguel no último mês de março foi muito marcante para mim e para o Rafa. Há alguns anos planejávamos iniciar as nossas pesquisas pelos Açores. Por isso, ter esse primeiro contato tão intenso logo com a maior ilha do arquipélago português nos deixou extasiados, confesso.

Tamanha paixão nos faria criar uma lista com 50 coisas para fazer por lá, sem dúvidas. Mas uma visita aos Açores vai muito além de montar um roteiro com uma imensa check-list, milimetricamente organizada. Pelo clima ser tão imprevisível, não temos um domínio tão detalhado do nosso tempo. Assim, deixo a primeira dica: saiba o que a ilha tem de melhor para oferecer e seja flexível. Dance conforme a música.

10 coisas imperdíveis para fazer na Ilha de São Miguel

1. Para o primeiro almoço: comer o famoso Bife à Regional

Esse é um tópico que merece e vai ganhar, para breve, um post completo aqui no Cultuga. O Bife à Regional é um dos principais pratos de São Miguel. Isso porque o arquipélago produz uma excelente e tenra carne bovina devido as suas condições climáticas, características do pasto e a forma de tratamento dos animais.

Está aí o Bife à Regional, do restaurante Alcides, que não me deixa mentir

Por isso, não há segredos. Com produto de qualidade, vão basicamente alhos e pimenta da terra à frigideira e pronto. O que difere os restaurantes é mesmo o molho ou os acompanhamentos. Tivemos excelentes experiências por lá e eu, como fã de pratos com carne, comi Bife à Regional quase todos os dias rs. Tome nota dos meus favoritos: Alcides e Restaurante da Associação Agrícola.

2. Tomar um banho termal ao fim do dia

São diversos os locais disponíveis para excelentes banhos quentes e termais na Ilha de São Miguel. Mas destaco aqui na lista dos imperdíveis a Poça da Dona Beija, nas Furnas, simplesmente por ter seu horário alargado até às 23h.

Início da noite na Poça da Dona Beija, em março

Imagina o que é poder estar ao ar livre, a noite, em meio a aquela natureza tão pura, desfrutando de um banho quente natural? Impossível não relaxar e se apaixonar por esse cantinho de paraíso. Está na minha lista para voltar.

3. Ir ao Miradouro da Grota do Inferno, a vista mais bonita da ilha

Ok, eu não conheço absolutamente todas as vistas da Ilha de São Miguel (infelizmente rs.). Ainda que a ilha não seja assim tão grande, não é fácil percorrer todas elas, principalmente pela falta de visibilidade que a neblina frequente ou o tempo fechado podem causar.

Aliás, se você perceber durante a sua viagem que terá um dia de bastante sol, programe um “batidão” para percorrer todos os mirantes que deseja conhecer. São Miguel tem ótimas estradas e é bem fácil alcancá-los.

Lembro ainda da emoção que senti em vários mirantes que paramos, com uma beleza totalmente diferente e ainda maior do que eu esperava. Todas as lagoas vulcânicas me impressionaram muito. Entretanto, eu guardava muita expectativa pelo Miradouro da Grota do Inferno. Aquele caminho sobre a montanha e a chegada com uma vista apoteótica…

Esse mirante existe, é fácil de chegar e é mesmo de tirar o fôlego por tamanha beleza

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4. Percorrer a beira da Lagoa das Sete Cidades

Durante a nossa viagem, tivemos um dia de passeio guiado com o Jorge, da empresa Keep Walking Azores. Ainda bem! O Jorge é açoriano e tem um carinho imenso pelo arquipélago. Além de saber muito sobre a região, tem enorme prazer em receber as pessoas.

Lado a lado com a Lagoa das Sete Cidades levemente azulada, quando o céu esboçou um tímido sol

O dia amanheceu encoberto e o nosso passeio programado para a data era pelas Sete Cidades, uma área recheada de vistas maravilhosas. Mas isso não tirou o brilho do nosso tour, principalmente pelo profissionalismo do Jorge, que nos levou para experiências preciosas, que não dependem do céu aberto. Percorrer a beira da Lagoa das Sete Cidades é uma delas.

Com o tempo fechado, vimos a lagoa verde, refletindo o paredão imenso de árvores

Estradas de terra, lado a lado com um dos maiores símbolos da Ilha de São Miguel, quando dá para parar o carro e apreciar, pelo tempo que você quiser, esse cartão postal.

Açores: como escolher um bom hotel na Ilha de São Miguel?

5. Sim, também há parques privados para visitar!

Na Ilha de São Miguel, estamos imersos na natureza selvagem, como não canso de repetir por aqui. Entretanto, há dois parques que chamaram a minha atenção e indico vivamente: o Parque Terra Nostra e a Caldeira Velha.

São propostas totalmente diferentes, apesar de ambos também oferecerem espaços para banhos quentes termais e serem opções perfeitas para qualquer condição climática.

O Parque Terra Nostra faz parte de uma espécie de complexo junto a um excelente hotel e ao restaurante de mesmo nome. Percorra com calma suas dependências para ver o capricho do jardim e a coleção maravilhosa de camélias que estão plantadas ali.

Das camélias maravilhosas do Terra Nostra

Pelos caminhos do Parque Terra Nostra

Já o Caldeira Velha é menor, mais rústico e também muito bem cuidado. Fazer a sua breve caminhada nos dá a sensação  de passear em uma área selvagem, de natureza pura.

Um percurso mais rústico no parque da Caldeira Velha

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Cascata de água quente da Caldeira Velha

6. Ver baleias e golfinhos e praticar atividades náuticas

Se tem algo que é sinônimo de uma viagem aos Açores é um passeio de barco para ver baleias, golfinhos e outros cetáceos, visto que esses animais vivem tão pertinho das ilhas e sua comunidade é tão expressiva e rica para o ecossistema da região.

Um dos barcos usados para ver baleias e golfinhos

Apesar de eu e o Rafa não termos conseguido ver esse animais por problemas de saúde, indicamos o profissionalismo e o suporte da empresa Picos de Aventura para quem deseja desbravar o oceano.

Eles estão sediados na Marina Pêro de Teive e, além da observação de cetáceos acompanhada por um biólogo, ainda disponibilizam outras atividades de mergulho, pesca desportiva e passeios de catamarã.

7. Conhecer as plantações de chá mais antigas da Europa

Bebo muito chá, seja inverno ou verão. Aliás, tomo todos os dias. Quando planejamos essa viagem a ilha de São Miguel, havia um programa que já estava estabelecido em nosso roteiro: conhecer as plantações da Gorreana, as mais antigas da Europa – e de onde saem as folhas do meu chá preto favorito.

Estivemos por lá para fazer um dos percursos a pé pelas plantações – que é bem rápido, lindo e recomendável – e para conversar com a Madalena, uma das donas desse espaço, bisneta da fundadora. Ela nos contou tantas histórias bonitas da fábrica, com um brilho no olhar, que emocionou não somente a mim, como o Rafa e a Flávia também.

As plantações de chá mais bonitas da Europa (e com essa vista surreal para o Oceano)

Você sabia que o chá vem de uma planta da família das camélias? Para breve, teremos um artigo completo por aqui explicando direitinho essas curiosidades. Mas, para já, deixo o convite para que você inclua uma visita a Gorreana no seu roteiro dos Açores 🙂

Detalhe das folhas do chá

8. Em São Miguel, o ananás é rei. Prove-o!

O ananás é um parente próximo do abacaxi e está espalhado em abundância por São Miguel. Em praticamente todos os restaurantes da ilha você encontrará pratos com ananás, seja como coadjuvante, seja como protagonista.

A cultura do ananás começou por aqui entre 1840 e 1850 e permanece sendo feita da mesma forma, em estufas tradicionais. Tamanho destaque para essa fruta na região está relacionada a sua ótima comercialização em grande parte da Europa e, claro, também em Portugal continental.

Sobremesa de ananás (maravilhosa) do restaurante À Terra, em Ponta Delgada

No café da manhã do hotel, na banca do mercadão, no molho do almoço, na sobremesa elaboradíssima por um chef ao jantar, no licor aperitivo e até nos suvenires. Ir a São Miguel e não prová-lo não é uma hipótese rs.

9. Caçar e fotografar a arte urbana local

Depois de falarmos tanto em natureza por aqui, parece até que a Ilha de São Miguel não tem população local ou que as pessoas vivem no meio do mato, não é? Nada disso. A Ilha de São Miguel também tem uma estrutura urbana muito interessante e abre espaço para uma visita sob outra ótica a esse pedaço de terra cercado de água por todos os lados.

Obra do Vhils – um dos artistas portugueses mais geniais da atualidade – na vila Rabo de Peixe

Uma delas é a arte urbana. São Miguel sedia um expressivo evento de street art mundial, que é o Walk & Talk Azores. Esse festival reúne anualmente artistas portugueses e estrangeiros. Desde 2011, promove esse intercâmbio tendo como pano de fundo as áreas urbanas micaelenses.

Street art em Ponta Delgada

Percorra as ruas de Ponta Delgada, da Ribeira Grande e do Rabo de Peixe para encontrar diversos painéis e intervenções artísticas, merecedores do seu clique!

10. Apreciar a vida local nos centros da Ribeira Grande e de Ponta Delgada

Falando em vida urbana, deixo aqui mais um convite, baseado no roteiro que fizemos na Ilha de São Miguel. Perca algum tempo nos centros históricos de Ponta Delgada e da Ribeira Grande, apenas para ver a vida passar.

A imponente Torre do Relógio da Igreja Matriz, em Ponta Delgada

A cidade de Ponta Delgada é também a capital dos Açores. Use, pelo menos, meio período do seu dia para andar por suas ruas, ter atenção as bonitas igrejas e os destaques das calçadas, além de aproveitar o comércio local, que é bastante interessante e agradável. Ao final do passeio, guarde alguns minutos para sentar no café do Louvre Michaelense e ver o movimento da região. 

O Louvre Michaelense, em Ponta Delgada, é apaixonante

A Ribeira Grande é uma cidade bem mais simples e menor, mas com um centro delicioso para apreciar a vida local. O que mais gostei foi sentar ali, no largo em frente a Câmara Municipal, em um fim de tarde para ver as crianças brincando, os mais velhos batendo papo e diversas pessoas saindo de seus trabalhos para retornar a casa. Ou seja, a vida como ela é

O lindo edifício da Câmara da Ribeira Grande

 

O bate-papo do fim de tarde na Ribeira Grande

A série de reportagens #AçoresParaBrasileiros foi idealizada pelos blogs Cultuga e Almost Locals. A nossa visita à Ilha de São Miguel, nos Açores, contou com o apoio do VisitAzores, que organizou nosso roteiro; do Hotel VIP Executive Azores (Ponta Delgada), onde ficamos hospedados; da Autatlantis, que nos cedeu o carro durante nossa estadia na ilha, e da SATA – AzoresAirlines, que nos ofereceu os voos de Lisboa a Ponta Delgada e de Ponta Delgada a Lisboa.

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Veja também o índice de artigos do Cultuga para ajudar no planejamento do seu roteiro com muitas dicas, sugestões de rota e outras informações sobre Portugal e ilhas portuguesas 🙂

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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