Ascensor do Lavra celebra 130 anos em atividade

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Descendo a partir da Praça Marquês de Pombal pela Avenida da Liberdade não é difícil se impressionar com a beleza dos jardins e das esculturas de alguns dos edifícios mais caros de Lisboa. Porém, junto dela, chegando já a Praça dos Restauradores, há uma pérola escondida em uma de suas travessas, do lado esquerdo da avenida, e que hoje completa 130 anos: o Ascensor do Lavra.

Sobre o Ascensor do Lavra, em Lisboa

Inaugurado no dia 19 de abril de 1884, esse é também o elevador mais antigo da capital ainda em funcionamento. Em seu primeiro dia, trabalhou 16 horas seguidas e transportou gratuitamente mais de 3 mil passageiros para satisfazer a curiosidade do público. Em 2002, foi classificado como Monumento Nacional.

Ascensor do Lavra, Lisboa

O projeto foi realizado pelo engenheiro português de origem francesa Raoul Mesnier du Ponsard. Ele também é o responsável por outras obras como o Elevador do Bom Jesus de Braga, a primeira versão do Funicular dos Guindais, no Porto (sua cidade natal), e os lisboetas Elevador de Santa Justa, Ascensor da Glória e Ascensor da Bica.

Percurso do Ascensor do Lavra

Um trecho do caminho percorrido pelo elevador/ Foto: Priscila Roque/ Cultuga

Um trecho do caminho percorrido pelo ascensor

Na parte inferior, é bem simples. A partir da própria Avenida da Liberdade, sentido Praça dos Restauradores, já é possível ver, do lado esquerdo, o ascensor. Fica ao lado do famoso restaurante Solar dos Presuntos. O percuso sobe os 188 metros da Calçada do Lavra e te deixa no encontro da Travessa do Forno do Torel com a Rua Câmara Pestana.

O bilhete para subir e descer custa 3,80€ e pode ser comprado diretamente no transporte. O cartão Viva Viagem carregado com a tarifa 24h ou o Lisboa Card também são aceitos.

Miradouro Jardim do Torel

Jardim do Torel, Lisboa

Ao desembarcar no topo da Calçada, siga pelo lado esquerdo na Travessa do Forno do Torel, vire a primeira a esquerda na Travessa Torel e a primeira a direita na Rua Júlio de Andrade. Do seu lado esquerdo, encontrará um portão de ferro aberto. Entre! Ali estão resquícios de uma antiga quinta do século XVIII que se transformou no Jardim do Torel.

Ao final das tardes ensoladadas lisboetas ele é procurado para piqueniques e encontros entre moradores da capital. É um dos jardins “secretos” da cidade (se é que ainda pode ser chamado assim), pouco frequentado por turistas, mas muito charmoso, com um interessante mirante e de uma beleza encantadora.

Há também a opção de fazer uma deliciosa pausa no café que fica no piso inferior, inaugurado em 2010. O Jardim fica aberto todos os dias, de abril a setembro entre 7h e 22h e de outubro a março das 7h às 20h.

Campo dos Mártires da Pátria

Foto: Priscila Roque/ Cultuga

Um jardim que parece pintura… – Foto: Priscila Roque/ Cultuga

Outro local que vale a pena ser explorado por ali é o Campo dos Mártires da Pátria (ou Campo de Santana). Seguindo pelo lado esquerdo do Jardim do Torel, você encontrará uma zona de palácios e moradias nobres com uma arquitetura que vale a pena ser admirada.

A rua termina em um enorme campo carregado de história. Onde hoje está o jardim e a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa já foi um campo de abate de gado no século XVI, uma praça de touradas no  século XIX (antecessora do Campo Pequeno) e abrigou a Feira da Ladra (que hoje acontece no Campo de Santa Clara).

Somente em 1880 o local foi batizado com o nome que conhecemos hoje, Campo dos Mártires da Pátria. Essa é uma homenagem ao General Gomes Freire de Andrade que foi enforcado ali, em 1817, e que tentou derrubar o governo do Marechal Beresford.

Foto: Priscila Roque/ Cultuga

Estátua do Dr. Sousa Martins – Foto: Priscila Roque/ Cultuga

No centro da praça está uma escultura do Dr. Sousa Martins – um grande e reconhecido médico português responsável pela cura de muita gente, principalmente da tuberculose (doença que, posteriormente, também o matou). Junto dela, há dezenas de flores, velas acesas e placas de agradecimento.


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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Tenho Lisboa como o meu lugar no mundo, o meu refúgio, a minha casa. Mas é também em Portugal, este país vivo e com tanto para contar, que me sinto completa. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, assumi como missão do Cultuga diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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