Invasões Francesas: roteiro histórico para fazer na Beira Baixa – Portugal

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Você já pensou em conhecer Portugal usando um tema como pretexto? Essa é uma forma bem original de elaborar um roteiro de viagem a Portugal, principalmente para quem já visitou os lugares mais clássicos do país. No artigo de hoje vou te mostrar o quão interessante é fazer um roteiro temático, que enriquece o nosso olhar sobre a viagem.

Primeira Invasão Francesa em Portugal: a entrada

Quantas vezes você já usou a expressão “ficar a ver navios”? Muitas, né?

Mas você sabia que ela pode ter origem na época das Invasões Francesas, quando a corte portuguesa fez as malas naquele final do ano de 1807, entrou no navio à beira do rio Tejo, em Lisboa, e seguiu para o Brasil fugindo das tropas de Napoleão – que estavam prestes a entrar em Portugal pela fronteira com a Espanha, na chamada região da Beira Baixa?

A rainha D. Maria I, o príncipe regente D. João e toda a corte (incluindo o pequeno Pedro, que depois veio a se tornar D. Pedro I do Brasil) deixaram os franceses, literalmente, “a ver navios” – pois partiram para o Rio de Janeiro um dia antes das tropas de Napoleão chegarem a Lisboa. 

Essa pode ser uma das origens dessa expressão tão popular no Brasil e em Portugal.

Embarque da Família Real para o Brasil
Embarque da Família Real para o Brasil (Nicolas-Louis-Albert Delerive – Museu Nacional dos Coches de Lisboa)

Mas, nesse roteiro de hoje não, não vamos ver navios! Vamos voltar alguns dias do momento do embarque da família real portuguesa para entender o que os franceses encontraram assim que colocaram os pés em Portugal, após atravessar a fronteira da Espanha, pela região da Beira Baixa.

Quero dividir com você uma visão diferente do interior de Portugal.

A ideia dos franceses era seguir o caminho do rio Tejo para chegar mais depressa a Lisboao rio Tejo nasce na Espanha e atravessa Portugal em sua região centro até chegar a Lisboa antes de desaguar no Oceano Atlântico.

O que as tropas não imaginavam era que logo no começo desse caminho pela Beira Baixa encontrariam tantas formações da natureza que se tornaram obstáculos muito difíceis e desgastantes de ultrapassar a pé e a cavalo – principalmente por já estarem famintos, cansados e com frio úmido daquele outono português.

Assim, podemos dizer que a natureza deu uma forcinha para Portugal na defesa de seu território, sim. E que natureza! 

Monumento Natural das Portas de Ródão
Nesta vista incrível a partir do Castelo de Rodão temos uma imagem muito bonita do Rio Tejo e da parte superior das Portas de Ródão, que parece “dividir” o rio

O acontecimento histórico, afinal, é só uma boa desculpa para descobrirmos nessa região paisagens de tirar o fôlego – que hoje estão bem sinalizadas para percorrer de carro, fazer caminhadas e também para esportes mais radicais, como a escalada por exemplo.

Invasões Francesas em Portugal

Somente para que você tenha como referência histórica, foram 3 episódios das Invasões Francesas em Portugal. 

Napoleão, tomado por um sentimento imperialista, tinha como um de seus principais objetivos dominar a Inglaterra – um parceiro histórico de Portugal.

Para manter suas boas relações com a Inglaterra e não se armar em guerra contra a França, a família real portuguesa se pôs a caminho do Brasil e o príncipe regente, D. João (que mais tarde viria a se tornar o rei D. João VI), pediu que os portugueses não oferecessem resistência à chegada dos franceses para manter alguma neutralidade.

D João VI de Portugal
Retrato de D. João VI (príncipe regente no reinado de D. Maria I)

Em novembro de 1807 foi a primeira invasão – do qual o nosso roteiro temático faz parte e que começou pela região da Beira Baixa. Mas não foi a única. 

Em março de 1809 se deu a segunda invasão francesa, essa iniciada pelo norte de Portugal.

E a terceira aconteceu em junho de 1810, também pelo centro de Portugal, mas já na região da Beira Alta.

Invasões Francesas Portugal
Mapa com as três invasões francesas em Portugal feito pelo Jornal de Notícias. A linha vermelha marca a Primeira Invasão Francesa pela Beira Baixa

Esse foi um período muito difícil para Portugal e, sobretudo, para o povo português – que ficou ao abandono da corte. 

O resultado foi o assalto e a destruição de parte do patrimônio que estava pelo caminho (como aconteceu nas igrejas que foram utilizadas como ponto de abrigo e descanso para as tropas francesas) e a pobreza que ficou a população, ao ter suas casas invadidas por dezenas de homens que levaram alimentos, roupas e tudo o que foi possível com o objetivo de dominar o povo pelo medo, pela agressão e, claro, para ter energia e suporte suficientes para chegar a Lisboa.

Veja também:

Onde dormir na Beira Baixa

De Lisboa a Castelo Branco

Aldeias na Beira Baixa e Serra da Estrela

Onde fica a Beira Baixa?

A chamada região da Beira Baixa fica no centro de Portugal, fronteira com a Espanha, e tem uma beleza e uma calmaria absolutamente envolventes. 

A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa integra os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão.

mapa Beira Baixa Portugal
Neste mapa do Turismo do Centro, a região da Beira Baixa está em destaque na cor laranja
Mapa Beira Baixa Portugal
Mapa da Beira Baixa (imagem: Wikipedia/ Tschubby – Eigenes Werk)

Qual é a melhor época para visitar a Beira Baixa?

Assim como todo o país, costumo dizer que a melhor época é aquela que você tem disponível.

Entretanto, se o seu objetivo é mergulhar a fundo na temática das Invasões Francesas, é ainda mais interessante ir no final do outono, entre os meses de outubro e dezembro.

Isso porque a primeira Invasão Francesa foi nesse período do ano, com temperaturas mais baixas e em uma época mais chuvosa. 

Fica ainda mais envolvente visitar a região e imaginar as condições e os cenários vividos naquela época.

Veja também: Como é o outono em Portugal?

Quantos dias ficar na região da Beira Baixa?

Para conhecer os lugares indicados neste artigo sugiro que você dedique dois dias.

É uma região muito bonita para desfrutar dos caminhos e você terá uma grata surpresa totalmente fora dos roteiros mais tradicionais de Portugal.

Veja também: Como ir de Lisboa a Castelo Branco?

Dia 1: Invasões Francesas em Castelo Branco

Uma maneira interessante de começar esse roteiro temático é entender o que foi a passagem das tropas francesas na principal cidade dessa região, que é Castelo Branco.

Toda a região da Beira Baixa naquele começo do século 19 era bastante simples, pobre, com foco na agricultura, pois praticamente cultivava aquilo que era suficiente ao seu próprio sustento.

Em Castelo Branco é que havia alguma riqueza expressiva para a região – representada principalmente pelo clero.

Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco

Jardim do Paço Episcopal Castelo Branco Portugal
Jardim do paço episcopal: escadaria dos reis

Por isso, um bom lugar para começar a sua visita é pelo cartão postal da cidade de Castelo Branco: o Jardim do Paço Episcopal.

Esse jardim fez parte do antigo palácio que serviu de residência aos bispos da região durante algumas décadas dos séculos 18 e 19.

O cuidado e a beleza desse lugar são indiscutíveis. O labirinto verde repleto de estátuas, abraçado pela água em abundância, é absolutamente relaxante.

Suba as escadarias impotentes para contemplar a vista a partir do patamar superior que recarrega, sim, todas as energias de um viajante.

Jardim do Paço Episcopal Castelo Branco Portugal

Recarregar as energias era também o que as tropas francesas precisavam para dominar Portugal naquela época. E foi aqui que o General Junot, comandante da primeira Invasão Francesa em Portugal, pernoitou.

A pergunta que fica é: será que ele conseguiu descansar rs.?

Veja também: Onde dormir em Castelo Branco?

Castelo e Centro Histórico de Castelo Branco

As tropas vinham famintas, descalças e muito cansadas.

Ao abordar a população mais pobre, eles faziam com ameaças violentas e destruição, para que pudessem impor autoridade e encontrar lugares de abrigo, descanso e abastecimento.

Conventos, igrejas e casas particulares eram os seus alvos. Já os oficiais ficavam nas casas das famílias mais ricas.

Castelo Branco Portugal
Centro histórico de Castelo Branco
Castelo Branco Portugal
Centro histórico de Castelo Branco

É interessante percorrermos as ruas do centro histórico de Castelo Branco imaginando a passagem das tropas com seus cavalos por ali. 

Mas é ainda mais interessante subirmos ao topo das ruínas do castelo de Castelo Branco, com uma visão quase 360º da cidade, para vermos a imensidão e as montanhas que envolvem a região.

Castelo de Castelo Branco
Ruínas do castelo de Castelo Branco a noite
Castelo Branco Portugal
Vista da cidade a partir do castelo de Castelo Branco durante o dia

No alto das ruínas do castelo de Castelo Branco também descobrimos que há pouco de sua estrutura sobrevivente porque foram muitas as pedras retiradas, autorizadas pelo governo local, para a reconstrução das casas da população – que tinha sofrido tanto com o rastro de terror deixado pelas tropas francesas.

Muitas dessas casas reconstruídas são aquelas que observamos ao longo de um envolvente percurso pelo centro histórico de Castelo Branco.

Mural dedicado às Invasões Francesas

A arte é algo que sempre me emociona. Acho que a visão de um artista sempre nos traz novos ares para refletir sobre um assunto, seja por sua profundidade ou plasticidade, uma dor e até algum humor.

Mural Invasões Francesas Castelo Branco

E, para um roteiro temático por aqui, há também um painel do artista Styler, de 2021, que trouxe mais vida ao centro histórico de Castelo Branco – apenas um dos muitos murais que estão espalhados pela cidade estampando temas da cultura portuguesa e da história de Portugal.

Na Rua dos Ferreiros vemos essa enorme pintura com batalhas, trazendo homens com alguma pompa e vitalidade até, mas de uma forma mais ilustrativa. Vemos também uma referência ao Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco.

O artista Styler (João Cavalheiro) nasceu na França e é descendente de portugueses. Ele começou a pintar murais em 2004 e hoje tem inúmeras obras importantes espalhadas por Portugal. 

Castelo Branco além das Invasões Francesas

Com algum tempo extra na sua viagem, deixo ainda como recomendação uma visita ao Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, quando você poderá conhecer mais sobre essa verdadeira arte tão característica da região e ainda ver as bordadeiras com as mãos à obra.

Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco
Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco

Além disso, se o seu coração também bate mais forte com arte – como o meu, deixo como sugestão uma visita ao Museu Cargaleiro – um artista plástico português nascido aqui na região da Beira Baixa, na década de 1920.

Ele mantém esse núcleo no coração de Castelo Branco com uma série de iniciativas interessantes, mas principalmente uma exposição bem completa sobre uma vida inteira dedicada a uma arte deliciosa de contemplar com pinturas e cerâmicas.

Museu Fundação Manuel Cargaleiro
Museu Fundação Manuel Cargaleiro

Sabe onde tem uma obra que eu AMO do Manuel Cargaleiro? Em uma estação interinha do metro de Lisboa: a estação Colégio Militar!

Dia 2: A força da natureza na Beira Baixa frente às Invasões

É aqui, em meio a natureza do interior de Portugal, que podemos ver as muitas formações naturais que ajudaram na proteção de Portugal frente às Primeiras Invasões Francesas.

Como os franceses e seus cavalos já estavam muito cansados e esfomeados quando chegaram a Portugal, terem encontrado tantos desafios da natureza em que eles não estavam preparados para enfrentar, acabou por favorecer o país.

Miradouro do Zebro – Oleiros

Miradouro do Zebro Oleiros

O frio e alguma chuva também jogaram contra as tropas. Estivemos aqui no auge do outono para conhecer o Miradouro do Zebro, mas contrário aos franceses, tivemos muita sorte.

Apesar do frio – inevitável a época (e nada que um bom casaco e um gorro não resolvam) – aquele sol delicioso de outono nos deu uma imensa visibilidade sobre esse sobe e desce montanhoso, íngreme, da Serra do Muradal

Há um espaço na estrada próprio para deixar o carro em segurança e andar por esse pequeno percurso sinalizado até essa vista impressionante

Miradouro do Zebro Oleiros
Recuo na estrada para estacionar o carro e visitar o Miradouro do Zebro
Acesso ao Miradouro do Zebro
Acesso ao Miradouro do Zebro (GR 38)

Lembre-se apenas de usar um tênis ou um calçado baixo antiderrapante que te dê segurança na pisada – diferente dos franceses – quando muitos até andaram descalços por essa imensidão da natureza do território português e podemos imaginar que sofreram bastante rs.

Essa área é bastante íngreme e, por isso, também é bastante utilizada para a prática de escalada.

Monumento Natural das Portas de Ródão e Castelo de Ródão

Posso dizer de coração cheio que esse é um dos lugares que está na minha lista de preferidos de Portugal.

Eu e o Rafa já tivemos a oportunidade de visitar essa área do Monumento Natural das Portas de Ródão algumas vezes, vimos de diversos ângulos.

Rio Tejo Ródão
Vista sobre o Rio Tejo e as Portas de Ródão a partir do Castelo de Ródão

Vimos a partir do trem (de Lisboa a Castelo Branco), vimos a partir da ponte – na altura do rio (parando o carro ao lado da ponte, na N18) e vimos do topo a partir do Castelo de Ródão.

São todas visões extraordinárias de uma formação tão bonita da natureza.

Esse monumento é formado por rochas que quase se unem, como se fosse uma porta mais estreita no meio desse curso do rio Tejo. 

Recomendo vivamente que ele seja visto com céu azul ou em um bonito pôr-do-sol. É uma beleza de tirar o fôlego, daquelas que realmente emociona. 

Vista sobre o Rio Tejo e as Portas de Ródão a partir do Castelo de Ródão

Sob a ótica das Invasões Francesas, a partir do topo do Castelo de Ródão temos uma panorâmica incrível sobre esse terreno que circunda o rio Tejo. 

Os Castelos, em Portugal, são antigas construções com o objetivo central de proteção, de domínio, de controle das vias (pensando ainda que os rios também funcionavam como uma espécie de “estrada”) e de alta visibilidade.

A volta dessa região também estão antigos fortes e baterias – esses pouco visíveis – que limitaram o avanço das tropas napoleônicas.

É bem fácil acessar todos esses espaços de carro. Portanto, vá com tranquilidade e desfrute dessa imensidão de paz.

Percurso “Pela Linha de Defesa” (PNV PR4) – Proença-a-Nova

Ao longo de toda a história, Portugal teve a necessidade de construir estruturas militares que dificultassem a entrada do inimigo, sobretudo nas áreas mais próximas da fronteira com a Espanha, quando há uma série de formações da natureza que propiciavam esse acesso ao território.

Fortes e Baterias Beira Baixa
Nós apenas conhecemos uma pequena etapa do percurso “Pela Linha de Defesa”

A Beira Baixa é uma dessas regiões com acesso natural. Portanto, em percursos a pé podemos ver algumas ruínas de estruturas antigas de defesa, ainda anteriores às Invasões Francesas e que, por já estarem lá, dificultaram o avanço das tropas de Napoleão.

Para um roteiro focado nas Invasões Francesas, há um percurso de 14,5 km com grau de dificuldade médio em que é possível percorrer alguns desses passos da tropa por áreas mais íngremes, seja no sentido original feito pela tropa (com um relevo mais difícil), seja no sentido oposto (recomendado).

Ele se chama “PNV PR4 – Pela Linha de Defesa”. Veja aqui o folheto do PNV PR4.

Passeios na região além das Invasões Francesas

Estar no interior de Portugal e não aproveitar suas aldeias é um verdadeiro pecado. Há uma série de aldeias interessantes que você poderá visitar nesta região.

Deixo como recomendação as nossas duas mais recentes descobertas por aqui: Bemposta e Medelim – que ficam bem próximas uma da outra e são totalmente diferentes – e as aldeias históricas de Monsanto e Idanha-a-Velha, que são absolutamente incríveis para um fim de tarde ensolarado.

Bemposta Beira Baixa
Aldeia da Bemposta
Aldeia de Monsanto, na Serra da Estrela
Aldeia de Monsanto
Aldeia de Medelim Beira Baixa
Aldeia de Medelim
Aldeia de Idanha a Velha, na Serra da Estrela
Aldeia de Idanha-a-Velha

É possível reunir todas elas em um roteirinho de menos de 30km e você verá locais totalmente diferentes.

Mapa aldeias Beira Baixa

Se você chegar perto do horário da missa, então, verá algumas dessas áreas cheias de vida – com os poucos habitantes desses lugares tão remotos saindo de suas casas em reunião na igreja. 

Bemposta Beira Baixa
Domingo de manhã na Bemposta: reunião das #FofurasPortuguesas junto a igreja

Eu e o Rafa costumamos dizer que uma vida inteira não é suficiente para conhecer Portugal.

Em um primeiro olhar, vemos um território pequeno em espaço. Mas, quando colocamos os pés na estrada, percebemos que em uma distância de poucos quilômetros vemos paisagens tão diferentes, além de camadas e camadas de história.

Ah, e viajar é mesmo algo mágico.

Voltamos para casa renovados, com a chance de olharmos também para dentro de nós, da nossa casa, do nosso bairro, da nossa cidade, até com um olhar mais curioso e carinhoso.

Esse percurso não seria possível sem o apoio da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que nos desafiou a conhecer mais a fundo esse interior tão precioso de Portugal e trazer aqui para o blog um conteúdo bem diferente para vocês! Nem preciso dizer que a gente adorou a ideia, né?

A pesquisa foi feita durante uma Press Trip temática sobre as Invasões Francesas na Beira Baixa junto de outros jornalistas e bloggers. Entretanto, na elaboração deste artigo não houve qualquer interferência editorial. Todas as recomendações refletem unicamente a opinião do Cultuga frente essa experiência.

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Sobre o autor

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Tenho Lisboa como o meu lugar no mundo, o meu refúgio, a minha casa. Mas é também em Portugal, este país vivo e com tanto para contar, que me sinto completa. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, assumi como missão do Cultuga diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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