Como visitar o Castelo de Porto de Mós?

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Frequentemente recebemos mensagens de leitores que desejam conhecer os segredinhos de Portugal, onde a vida local pulsa forte e se sobrepõe o turismo. O Castelo de Porto de Mós se revelou assim em nossa mais recente viagem pelo centro do país.

Logo ao lado de localidades como Fátima, Batalha e Alcobaça, a vila de Porto de Mós fica a norte da Serra de Aire e Candeeiros e tem um acesso muito simples para quem está de carro. Assim, subir a esse castelo medieval pode ser interessante aos apaixonados por esse tipo de atração, como eu 🙂

Como visitar o Castelo de Porto de Mós?

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Castelo de Porto de Mós visto a partir da praça da Câmara Municipal

O que mais me impressionou nessa visita foi encontrar um castelo tão bem conservado, com uma restauração recente, que o deixou muito bonito, iluminado e bem sinalizado. De brinde, você ainda poderá ter uma vista inspiradora da região, com direito a ovelhinhas nas suas traseiras.

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Ovelhas na parte de trás do Castelo

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Vista da parte de trás do Castelo

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Vista da parte de trás do Castelo

O Castelo

Após subir a colina do castelo por pequenas ruas da vila de Porto de Mós, encontramos um espaço dedicado ao estacionamento, junto a porta. Paramos ali e aproveitamos para fotografar os quase 360 graus de vista disponíveis daquele topo.

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Vista a partir do estacionamento do castelo

Logo após a entrada do castelo está a lojinha, gerida por um simpático senhor. Ele nos recebeu com muito carinho, fazendo as indicações do percurso e nos oferecendo um mapa. A visita pode começar ainda ali, diante de um painel muito interessante que mostra uma linha do tempo com os principais marcos locais. É aqui que também ficam os banheiros.

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Loja e bilheteria do castelo

O percurso é feito por três pisos. No térreo estão as salas que recebem exposições temporárias – onde em sua função de residência real, no século XV, se encontravam os armazéns, as dispensas, as adegas e as cozinhas. Em uma dessas salas, pudemos tocar na mesma cerâmica que reveste as torres (chamadas de coruchéus).

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Detalhe dos coruchéus (a cobertura de cerâmica em tons de verde)

Falando nas torres, a nossa escolha por incluir esse castelo em nossa visita foi em função delas. Ao procurarmos os monumentos da região que ainda não tínhamos ido, ficamos impressionados com a beleza exterior dele e esse brilho verde dos coruchéus.

No primeiro piso, percorremos o espaço por onde já foram as salas residenciais, com destaque para a varanda panorâmica (chamada de loggia). E é a partir desse piso que também se pode subir ao último piso com as torres, duas delas cobertas com coruchéus.

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Varanda do Castelo

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Escadas que levam ao primeiro piso

História

Em uma das salas do primeiro piso, pudemos ver alguns vestígios romanos, anteriores a construção desse castelo. Tal escolha da civilização romana não é surpreendente, pois essa é uma colina de terra fértil, acesso a água e com vista privilegiada para a região.

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Sala que guarda alguns dos vestígios romanos

A história continua no século IX, quando os muçulmanos teriam construído ali uma fortaleza. Séculos mais tarde, por volta do ano de 1148, D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, tomou Porto de Mós dos Mouros e fez daquela estrutura um local importante para o sistema estratégico da reconquista cristã.

Tal como o conhecemos hoje, com uma muralha de forma pentagonal, com torres em quatro dos seus vértices, é datado do início do século XIII.

Foi já no século XV que D. Afonso, 4º Conde de Ourém, neto de D. João I e de D. Nuno Álvares Pereira, reformou o castelo, transformando a fortaleza em uma residência real. Entretanto, após sua morte, em 1459, como não tinha descendentes, seus bens ficaram para a Casa de Bragança – que, por sua vez, não se interessou pelo local.

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A partir dessa época, o Castelo de Porto de Mós foi se degradando com o abandono, terremotos e outras catástrofes naturais. No início do século XX, perto de seu desaparecimento, foi classificado como Monumento Nacional.

Assim, foi em 1936 que se iniciaram as primeiras obras de restauro e conservação. A qualidade da construção e dos materiais originais fizeram com que esse trabalho fosse possível. Ao longo de todo o século a intervenção prosseguiu. Mas foi somente na década de 90 que ele ganhou a atenção merecida, com estudos arqueológicos mais aprofundados sobre sua origem e com a atual estrutura de recepção ao público.

Como chegar

Para quem segue de carro a partir de Lisboa, o caminho pode ser feito pela A1 ou pela A8, com uma distância entre 130km e 160km (dependendo da sua escolha). Tanto por uma, como pela outra, você poderá conjugar a visita com outras localidades e monumentos dos arredores (como Fátima, Batalha, Alcobaça ou Óbidos, por exemplo). Porém, se o seu objetivo é dormir nessa serra tão linda, sugerimos que conheça a hospedagem que nós ficamos em Alvados, uma aldeia a 10km de Porto de Mós.

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Trecho de “Os Lusíadas” que se refere a vila de Porto de Mós

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Serviço
Endereço: Rua do Castelo, 3 – Porto de Mós
Ingressos: adultos 1,52€/ grátis para crianças até aos 5 anos/ jovens até aos 25 anos e idosos com mais de 65 anos (mediante a apresentação identificação) 0,75€
Horário: terça a domingo. Fecha segunda, 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro
Maio a setembro, das 10h às 12h30 e das 14h às 18h
Outubro a abril, das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

4 comentários

  1. Avatar
    ana santos em

    Conheço Portugal e me identifico muito com esse país lindo e maravilhoso pois sou filha de português, breve irei morar em Portugal, Priscila adorei tudo que você escreveu bjs.

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