Guia para visitar o Parque das Nações, em Lisboa

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Se pensarmos em uma linha do tempo para a Lisboa, temos como último momento transformador na arquitetura e na geografia da cidade a construção do Parque das Nações, um bairro de aspecto moderno e que traz uma visão completamente diferente e bem interessante da capital.

Visitar o Parque das Nações, portanto, é também uma experiência enriquecedora para a sua viagem.

Guia para visitar o Parque das Nações, em Lisboa

Herança da Expo 98

O Parque das Nações foi construído do zero para a Expo 98 – um evento mundial que aconteceu em Lisboa entre os meses de maio e setembro de 1998 e reuniu diversos países para a discussão de questões voltadas ao futuro dos oceanos.

Mais de 10 milhões de pessoas passaram pela Expo 98 nesse período.

Antes de sua construção, a região mais a oriente (e norte) de Lisboa era isolada do restante da cidade, com pedaços abandonados e dedicada, principalmente, a área industrial.

Na época, também foi usado como mote os 500 anos da descoberta do caminho marítimo da Índia por Vasco da Gama, em 1498, para trazer um novo momento a cidade a beira do rio Tejo.

Nascer do sol no Parque das Nações, em Lisboa

O Amanhecer no Parque das Nações é imperdível

Assim, o projeto de arquitetura e urbanização da Expo e, naturalmente, do novo bairro que surgiria após o evento, revolucionou Lisboa.

Para isso, foram convidados diversos arquitetos e engenheiros portugueses e estrangeiros para participar dessas intervenções que culminaram não somente em um evento de enorme sucesso e impacto para Portugal na época, como também uma herança para a capital que, mesmo 20 anos depois, é parte essencial de sua economia.

Claro que nem tudo são flores nessa história. Ao longo de duas décadas, Lisboa passou por altos e baixos, impactando diretamente essa região.

O fluxo de visitantes permaneceu devido ao Oceanário, a FIL (o espaço mais utilizado para feiras da capital), aos shows do Pavilhão Atlântico (atual Altice Arena e Sala Tejo), a Gare do Oriente e ao Centro Comercial Vasco da Gama.

Entretanto, era comum vermos nas ruas restaurantes e cafés vazios, por exemplo.

Oceanário de Lisboa no Parque das Nações

O Oceanário é uma das atrações mais emblemáticas do Parque das Nações

Nos últimos anos é que percebemos um impacto muito positivo na qualidade e na variedade de restaurantes e cafés que abrem por ali, fazendo com que não somente o viajante, como também o público local, fizesse esse deslocamento de propósito para as refeições e as atrações.

Edifícios para ter atenção no Parque das Nações

O Parque das Nações tem vários edifícios de valor arquitetônico para a cidade, como o Pavilhão de Portugal, por exemplo, utilizado para eventos temporários e que tem uma cobertura de cimento que parece uma folha de papel, e o Pavilhão Atlântico, hoje chamado de Altice Arena, que é a maior casa de espetáculos da capital e, por fora, tem o formato de um cogumelo.

Essas obras foram idealizadas pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira, um dos maiores e mais expressivos nomes de Portugal.

Pavilhão de Portugal no Parque das Nações, em Lisboa

O Pavilhão de Portugal tem uma impressionante cobertura que parece uma folha de papel

A Gare do Oriente – a enorme estação que engloba trem, metro e um terminal de ônibus no Parque das Nações – se tornou uma das marcas de Lisboa.

Ela foi projetada pelo espanhol Santiago Calatrava, o mesmo do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Gare do Oriente, no Parque das Nações, em Lisboa - Portugal

Gare do Oriente projetada por Santiago Calatrava no Parque das Nações

Como programar a sua visita ao Parque das Nações

Para visitar o Parque das Nações separe, pelo menos, meio período.

Se você estiver viajando com crianças, vale a pena separar um dia completo.

Apesar de ficar relativamente longe do centro histórico, na zona norte de Lisboa, essa também é uma região interessante para se hospedar (veja as nossas dicas com os melhores lugares!)  – principalmente pela acessibilidade (é uma área plana) e por sua proximidade com o Aeroporto.

Para quem viaja de carro alugado, as saídas para as principais estradas são bem rápidas a partir daqui.

Os acessos são fáceis também para quem está de transporte público. Você poderá chegar de metro, utilizando a linha vermelha (veja aqui como utilizar o metro de Lisboa).

Bandeiras de diversos países no Parque das Nações, em Lisboa

O Parque das Nações é uma área boa para descansar, caminhar, fazer um piquenique, almoçar ou jantar, bem como aproveitar as suas atrações – sendo o Oceanário a mais famosa delas.

Quais são as atrações para visitar no Parque das Nações?

Gare do Oriente

Essa sofisticada e moderna estação integra o metrô, o trem e os ônibus. Quem vem a Lisboa a partir do Porto utilizando o trem, por exemplo, pode optar por descer aqui.

Ela foi projetada pelo espanhol Santiago Calatrava, o mesmo do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro – como já mencionei.

Tenha atenção ao deixar a estação pois, de frente para o Centro Comercial Vasco da Gama, é quando a estrutura é vista de maneira mais bonita e completa.

Veja também um roteiro para viajar de trem em Portugal

Ponte Vasco da Gama

Lisboa se conecta com as cidades da outra margem do rio Tejo a partir de duas pontes.

A Ponte 25 de Abril (aquela que vemos a partir do centro histórico e de Belém) e a Ponte Vasco da Gama – que liga a capital aos municípios de Montijo e Alcochete, por exemplo.

Parque das Nações

Ponte Vasco da Gama, no Parque das Nações, construída em 1998

Essa é uma das pontes mais longas do mundo, com 17,3 km de comprimento.

A construção dela, ao final da década de 1990, teve como objetivo melhorar o trânsito lisboeta, sobretudo neste momento de expansão da capital.

Passeio do Tejo, das Tágides e Neptuno

Toda a área livre para caminhadas que beira o rio Tejo no Parque das Nações é chamada de Passeio.

São alamedas com arbustos e árvores das antigas colônias de Portugal posicionadas ao longo da margem, do Oceanário até a Ponte Vasco da Gama.

Oceanário

Lisboa com crianças: Oceanário no Parque das Nações

Este é um dos maiores e mais famosos aquários da Europa.

Ganhou o nome de Oceanário por fazer parte da temática da Expo 98. Assim, em seu interior, categoriza seus animais e plantas a partir de cada um dos oceanos.

Essa é também uma das atrações mais premiadas de Lisboa, com títulos voltados, principalmente, a sua organização, grandiosidade e beleza.

Para visitar o Oceanário sem filas, você também poderá comprar aqui o ingresso antecipadamente pela Internet. 

Telecabine

Há inúmeras possibilidades na cidade para ver Lisboa do alto. Aqui, com este teleférico, não poderia ser diferente.

Em um percurso de – aproximadamente – 10 minutos, a Telecabine mostra uma panorâmica do Parque das Nações, a 30 metro de altura sobre o rio Tejo.

Você poderá optar por um percurso somente de ida ou ida+volta. Veja os preços e horário de funcionamento no site oficial.

Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva

Para quem viaja com crianças, essa é mais uma excelente opção.

O Pavilhão do Conhecimento é um espaço de divulgação científica e tecnológica para jovens curiosos. 

Há exposições permanentes e temporárias, atividades e interações que toda a família pode participar.

Saiba mais sobre o Pavilhão do Conhecimento e programe a sua visita no site oficial.

Centro Comercial Vasco da Gama

Shopping Vasco da Gama no Parque das Nações, em Lisboa

O Centro Comercial Vasco da Gama também está inserido na temática dos oceanos e da Era das Descobertas.

Ele fica em frente a Estação Oriente e tem entrada direta de quem vem pelo metro/ trem. 

É uma boa opção para quem deseja fazer compras (são 170 lojas) ou fazer uma refeição rápida (as melhores opções estão no 3º piso, uma área mais calma do que a principal praça de alimentação). 

Onde comer no Parque das Nações?

Nos últimos cinco anos, as opções de bons restaurantes no Parque das Nações melhoraram e vale a pena almoçar ou jantar no bairro.

Para quem aprecia a gastronomia portuguesa, indico o Restaurante D’Bacalhau e o Portugália (este fica em um espaço grande no 3º piso do Shopping Vasco da Gama).

Com um toque mais contemporâneo e variado, tem ainda o Cantinho do Avillez, o Butchers e a Pizzaria ZeroZero.


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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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