Verão em Lisboa: o que fazer em dias bem quentes

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Quando as temperaturas ultrapassam os 35ºC em Lisboa, estar na rua se torna insuportável – e nem é recomendado, claro. Entretanto, quem viaja no verão para Portugal, é importante estar preparado para eventuais ondas de calor que possam acontecer ao longo da estação.

Verão em Lisboa: o que fazer em dias de muito calor?

Beba muita água

A primeira recomendação – que vale para qualquer canto do mundo nas altas temperaturas – é manter-se hidratado o tempo todo. O verão é muito seco por aqui. Portanto, beba muita água.

Aliás, em Lisboa a água da torneira é potável. Assim, você também poderá encher a sua garrafa no hotel, por exemplo.

De qualquer forma, a garrafa de água de 500ml no supermercado custa por volta de 0,10€ – 0,20€ e na rua (geladinha), entre 1€ e 1,50€.

Enfim, nunca é exagero reforçar a importância de usar filtro solar, né? Se tiver ação hidratante, ainda melhor. Se necessário, chapéu, leque e sombrinha também podem ajudar – sobretudo aos mais sensíveis ao calor.

Veja como fazer a mala para o verão de Portugal

Acorde cedo: abuse do período da manhã!

Ok, a maior parte das pessoas não concorda em acordar cedinho nas férias rs. Entretanto, vai por mim (parafraseando este bordão do Ricardo Freire): em Lisboa, vale a pena “cair da cama”!

Uma Torre de Belém para chamar de sua

Em dias de calor extremo, acorde bem cedo e saia para caminhar pela cidade por volta das 7h30 – 8h da manhã. Você vai se impressionar com a luz maravilhosa, a calmaria e a beleza de Lisboa.

Andar pela Baixa, pelo Chiado ou por Belém antes das 9h é de-li-ci-o-so. Você verá os cenários mais emblemáticos da cidade com maior riqueza de detalhes e ainda a vida local “acontecendo” – que fica encoberta ao longo do dia pelo fluxo tão alto de viajantes.

Praça do Comércio no início da manhã e a rotina de quem vive em Lisboa

Aproveite bem o período da manhã – que costuma ser “tolerável” até às 11h.

Quer companhia para desvendar Lisboa bem cedo? Faça um tour com a gente!

Almoce ao meio dia

Se você acordar cedinho, certamente vai sentir fome logo. Escolha um restaurante de fácil acesso a partir de onde você se programou para passear naquele dia – de preferência em um local que possa ficar a vontade, descansar e comer com calma.

Para dias muito quentes, pratos leves caem melhor. Peixe e frutos do mar há por todo lado e são super tradicionais. Aos que preferem lanchar, também não é difícil encontrar sanduíches frios (chamados de “sandes”) acompanhados de um suco de laranja ou limão (chamado de “sumo”).

Veja sugestões de locais para comer no centro histórico

Descanse durante a tarde

Depois do almoço, uma boa opção é retornar para o hotel e descansar. Se você acordou bem cedinho ou se for um dia com temperaturas de 38/ 40ºC, vale a pena relaxar um pouco e deixar para sair novamente ao fim do dia, quando o clima estiver mais fresco.

Se for preciso, use um táxi ou Uber para retornar mais rápido e com algum conforto para a sua hospedagem. Lisboa é uma cidade pequena. Portanto, as corridas não terão preços astronômicos.

Visite museus e atrações em ambiente fechado

Se você não quiser tirar uma soneca a tarde, o ideal é programar uma atração em ambiente fechado/ coberto. A única ressalva é ter atenção na escolha, para que você não passe um tempão na fila do ingresso com a cabeça no sol.

O Mosteiro dos Jerónimos, por exemplo, não é aconselhável para um dia muito quente – justamente porque a fila tem pouquíssimo espaço coberto. Entretanto, se desejar fazer a visita mesmo assim, aconselho que compre o bilhete diretamente no guichê do Museu de Arqueologia (que está localizado no mesmo edifício do Mosteiro), quando há a opção de um ingresso conjunto para os dois monumentos e a passagem entre eles pode ser feita pela área interior – sem a necessidade de voltar para a fila.

Já o Oceanário tem uma área de sombra mais ampla para a compra do ingresso (ou, ainda melhor, este dá para comprar antecipadamente pela Internet).

Oceanário

Museus menos concorridos também são boas alternativas. A Coleção do Fundador da Fundação Calouste Gulbenkian é dos meus favoritos. A compra do bilhete é já no hall de entrada – fechado e com ar condicionado. A coleção é grande, coerente e super diversificada (com pinturas, esculturas, tapeçaria, mobiliário, etc.). Costuma agradar a todos.

Em Belém, há o Museu dos Coches  – excelente para quem viaja com crianças e para pessoas com mobilidade reduzida. O edifício é bem amplo, totalmente coberto, piso liso e acesso com enormes elevadores.

A Coleção Berardo, no Centro Cultural Belém, ali pertinho, também é bacana para quem gosta de arte moderna e contemporânea.

Museu dos Coches

Para quem gosta de arte sacra e está pelo Chiado, pode aproveitar para visitar a Igreja de São Roque e o museu anexado a ela. Há visitas guiadas em português para ambos nas quintas (10h), sábados (16h30) e domingos (às 10h e 11h30) – e que valem super a pena.

Igreja de São Roque

Ainda há um bom coringa para quem está na Baixa – com muito calor rs. A visita ao Museu do Dinheiro. É gratuito, fica em um edifício histórico e a exposição permanente é interativa. Há mostras temporárias que geralmente falam da história e dos costumes da cidade de Lisboa. Bem gostoso para ir com a criançada.

Ah, e se você for ao Porto, aproveito para indicar este post da Rita, no blog O Porto Encanta, com mais dicas sobre o verão por lá!

Shoppings: uma escolha estratégica

Centros comerciais são excelentes opções para os dias de calor exagerado. Em Lisboa, deixo como primeira sugestão o El Corte Inglés. É uma mega loja espanhola com diversos andares divididos por temas. Há ainda variedade de espaços para comer, um supermercado completo e boas salas de cinema. E, o melhor: com acesso direto a partir da estação de metro São Sebastião. Se você ficar por lá até o fim da tarde, pode aproveitar para, na saída, ver o miradouro lindíssimo no topo do Parque Eduardo VII.

Compras em Lisboa: Shopping Vasco da Gama

Shopping Vasco da Gama

Outros dois shoppings com acesso direto do metro são o Colombo (metro Colégio Militar) e o Vasco da Gama (metro Oriente). Ambos valem a ida, sobretudo para o período da tarde ao longo da semana. Aos finais de semana, naturalmente, eles estão mais cheios.

Veja um artigo completo sobre onde fazer compras em Lisboa

Tome sorvete (a melhor parte!)

Há muitas sorveterias para aproveitar por aqui. A mais famosa delas é a Santini – de origem portuguesa, sendo a primeira loja fundada em Cascais. Em Lisboa, há lojas que certamente estarão na sua passagem – como a do Chiado (ao lado dos Armazéns do Chiado), em Belém (junto ao Museu dos Coches) e dentro do Time Out Mercado da Ribeira. Recomendo os sabores de fruta. São os meus favoritos (se tiver morango com manjericão no dia em que você for, então… Huuuumm).

Em Portugal, sorvete se chama “gelado”

O que faz enorme sucesso por aqui é a Amorino. Uma franquia distribuída por diversas partes do mundo. Em Lisboa, há lojas nas principais vias comerciais do centro histórico: Rua Augusta e Rua Garrett. O mais emblemático deles é a casquinha (aqui, chamada de “cone”) com o sorvete em formato de flor. Ou seja, você pode pedir diversos sabores, se assim desejar, para formar essas “pétalas”.

Uma outra sugestão – diferente das anteriores – é a Weeel (originária do Llaollao – para quem já esteve na Espanha). São sorvetes com a base de iogurte em que você pode acrescentar pedaços de fruta, crocantes e alguns tipos de calda. Geralmente, eu peço com pedaços de melancia, algum crocante de amêndoa e calda de doce de leite. Você vai encontrá-la na maior parte das vezes em um carrinho (como na estação de metro/ trem Oriente, por exemplo).

Uma galeria de fotos perfeita para os dias quentes de Lisboa – hoje, a temperatura máxima chegou aos 32°C! 🍦 Escolhemos os nossos locais favoritos de sorvetes (“gelados”, em Portugal) artesanais da capital! 😋 1°📷Gelateria Nannarella: Rua Nova da Piedade, 64 e El Corte Inglés. 2°📷 Santini: 5 lojas em Lisboa (destaque para a Rua do Carmo, 9 e Museu dos Coches). 3°📷 Mú Gelato Italiano: Rua D. Pedro V, 145 e Campo Mártires da Pátria, 50. 4°📷 Gelataria Versailles: Av. da República, 21-A e Rua da Junqueira, 528 😉 Menção honrosa para o Gelato Davvero, que não deu tempo de tirar a foto: Av. D. Carlos I, 39 e Centro Cultural de Belém! #lisboa #gelados #sorvetes #portugal #cultuga

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Recomendo ainda a Nannarella, que tem loja no El Corte Inglés, e a Davvero, no Centro Cultural Belém. Ambas fazem sorvetes italianos com uso das melhores frutas da época. Recomendadíssimo 🙂

Coma frutas da época

Se você costuma levar na mochila coisinhas para fazer um lanche ao longo do dia, colocar frutas da época são imprescindíveis. Seja pela qualidade e doçura, seja também pelo preço – claro.

Em agosto, não deixe de provar: ameixa, ananás (o “primo” do abacaxi), banana, amora, pêssego, figo, melão, melancia, morango, maçã, limão e uva.

É fácil encontrar também frutas cortadas no supermercado e em algumas lojas – como no Starbucks e no Vitaminas.

Saia a noite, claro! (e vá ver o pôr-do-sol)

No verão de Lisboa, o sol se põe entre 20h30 e 21h. Portanto, se você optar pelo descanso da tarde, poderá sair novamente para passear após às 18h, quando o sol já está um pouco mais fraco e menos agressivo.

O que ver em Lisboa: pôr-do-sol no Castelo de São Jorge

O pôr-do-sol, a partir do Castelo de São Jorge, é imperdível

Ver o pôr-do-sol e emendar em um petisco ou jantar parece um bom programa? Lisboa é um dos melhores lugares do mundo para isso – seja pela abundância de luz, todo o seu colorido e, claro, pelos mirantes e bares no topo de edifícios (os rooftops).

Portanto, escolha entre uma caminhada pela Av. Ribeira das Naus, uma visita ao Castelo de São Jorge (que fecha às 21h no verão), uma ida ao Miradouro Senhora do Monte para ver uma das panorâmicas mais bonitas de Lisboa ou ainda um percurso a beira do rio Tejo, em Belém, para fazer valer o começo da sua noite de verão (aqui, há diversas áreas de jardim, ideais para um pinquenique). Encerre em um bar com vista para a cidade ou um bom restaurante 😉

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

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