Dicas: como montar um roteiro de viagem para conhecer Portugal?

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Portugal é um país pequeno a primeira vista para os brasileiros. Porém, basta abrir um guia de turismo ou procurar o que fazer no país na Internet para perceber o universo de possibilidades e combinações em cada uma das suas regiões – o suficiente para deixar um viajante confuso, sem saber por onde começar.

Assim, decidi compilar nesse artigo as principais dificuldades que percebemos nos viajantes que vão a Portugal para ajudá-lo na hora de organizar a sua viagem ao país.

Como montar um roteiro para viajar a Portugal?

Quantos dias são ideais para conhecer Portugal?

A resposta perfeita para essa pergunta é: “O número de dias que você tem disponíveis para viajar”. Para conhecer Portugal mesmo é preciso uma vida inteira rs. O país é pequeno geograficamente, mas suas regiões são bem diferentes entre si, seja para apreciar a cultura e a história, seja para provar os seus sabores e se encantar com a paisagem natural. Não importa se você tem 5 ou 20 dias para conhecer Portugal – o importante é aproveitar esse tempo da melhor forma.

Como leitura complementar a esse assunto, sugiro que você também acesse nosso artigo sobre quanto custa viajar para Portugal.

Na hora de comprar a passagem…

Se você tem pouco tempo para viajar por Portugal, compre a chegada e a partida para cidades diferentes utilizando a opção de multicidades. Assim, você poupa tempo no deslocamento, mesmo que tenha que fazer uma curta escala. A opção mais clássica é chegar por Lisboa e ir embora pelo Porto (ou o inverso, claro), quando a ligação é realmente rápida.

Para roteiros mais longos, a partir de 15 dias, o seu percurso também pode ser circular (seja para o sul, seja para o norte). Assim, usar Lisboa como ponto de chegada e de partida é uma boa escolha.

Primeira vez em Portugal: o que não pode faltar?

Na minha opinião, o que não pode faltar em um primeiro roteiro de viagem a Portugal é Lisboa e Porto. São as maiores cidades portuguesas e bastante diferentes entre si. Elas podem ser visitadas a qualquer época do ano e não se esgotam. Sempre há o que fazer e comer em ambas. Você pode ir de Lisboa ao Porto de carro, ônibus, trem ou avião – todas são excelentes opções.

Além delas eu, particularmente, indicaria Sintra. É uma vila muito romântica, bem próxima a Lisboa (dá para ir de trem ou de carro), e diferente da capital. Mas tire um dia todo para a visita, pois os palácios, os parques e o castelo têm percursos longos e cansativos (veja aqui, por exemplo, como é a visita ao famoso Palácio da Pena). Não dá para ver tudo em 1 dia só, mas aqueles que você eleger para conhecer, certamente já valerão a pena.

O colorido Palácio da Pena é o principal cartão postal de Sintra

Um outro clássico, principalmente dos viajantes brasileiros, é Fátima. Para o Santuário, geralmente dedica-se meio período (para quem está de transporte público) ou algumas horas (para quem segue de carro). Veja aqui o roteirinho que preparamos sobre Fátima.

Com mais tempo, você pode alargar a sua viagem para outras cidades e regiões, de acordo com a época do ano e os seus interesses – se mais históricos, se de paisagem, se gastronômicos. Portugal é mesmo um mundo. Sugiro que comece a sua pesquisa por esse artigo base que temos aqui no Cultuga.

Somente evite correr o país para acumular número de cidades visitadas – passando mais tempo na estrada do que desfrutando dos locais que escolheu conhecer. É preciso ter bons motivos para retornar, não é? 🙂

 Você está planejando conhecer Portugal de trem? Veja esse roteiro completo e incrível que preparamos para você!

Fixe as suas bases de viagem a Portugal

Um costume meu e do Rafa, que gostamos de compartilhar entre os nossos clientes e leitores, é fixar bases principais da viagem e fazer uma parte dos deslocamentos do roteiro em bate-volta – seja de carro, seja de transporte público.

Há três áreas de Lisboa excelentes para você firmar a sua base: o centro histórico (para quem deseja fazer de transporte público) ou as Avenidas Novas e o Parque das Nações (é uma boa opção para quem está de carro).

Parque Eduardo VII, no bairro das Avenidas Novas: um dos mirantes mais bonitos de Lisboa

Dessa forma, você evita ter que fazer e desfazer a mala praticamente todos os dias e, no decorrer da viagem, cria também um afeto pelos locais que escolheu como base, com traquejo para lidar com o transporte e a região, deixando a mente mais tranquila e confortável.

Temos dois artigos bem interessantes aqui no Cultuga com sugestões de bate-volta a partir do Porto e bate-volta a partir de Lisboa.

Claro que nem todos os perfis de viagem a Portugal permitem formar bases, principalmente para quem valoriza as estradas secundárias – mais lentas, porém, também muito bonitas – ou se vai atravessar regiões em percursos mais extensos.

Como combinar viagens em bate-volta a partir das bases

De transporte público, combine apenas uma cidade com a sua base por dia – ou você gastará mais tempo nos deslocamentos do que no próprio local (não há um fluxo constante de transporte entre pequenas localidades).

Para cidades pequenas, conte meio período de passeio + meio período para a sua base. Por exemplo: Óbidos em um bate-volta de ônibus a partir de Lisboa. Para visitar essa vila, você pode tirar uma manhã. Do meio da tarde para a noite, dedique a uma atração de Lisboa próxima ao seu hotel ou de fácil acesso via metro. Évora é um bate-volta de dia completo, sobrando tempo apenas para um jantar em Lisboa.

O que fazer em Óbidos

Óbidos: um bate-volta a partir de Lisboa que todo mundo adora fazer!

Se você estiver de carro, terá mais de flexibilidade nesse sentido. Você poderá combinar duas cidades pequenas em um mesmo dia (uma de manhã e outra a tarde), por exemplo.

O seguro viagem é obrigatório para todo o viajante brasileiro que vai a Portugal. Explicamos aqui nesse artigo como escolher o seu.

Quantos dias são ideais para conhecer Lisboa e Porto?

Sempre indicamos o mínimo de 3 dias para Lisboa e 2 dias para o Porto. Se você tem menos tempo do que isso, aconselho que faça um tour guiado. Dessa forma, você poderá condensar um pouco mais as atrações e ir direto aos pontos de interesse, além de provar sabores locais, sem se preocupar se deixou algo para trás, junto de alguém que conhece bem as cidades, fazendo uma ligação entre a história, a cultura e as novidades.

Você sabia que pode fazer um ensaio fotográfico lindíssimo a beira do rio Douro, no Porto? Veja aqui como solicitar um orçamento!

É possível incluir as ilhas portuguesas no roteiro por Portugal?

Esse assunto é um pouco confuso para muita gente, mas totalmente compreensível. O primeiro ponto é saber que Portugal tem três arquipélagos: Berlengas, Madeira e Açores.

O Arquipélago das Berlengas é o mais perto do continente, com três ilhas. Você chega a ele a partir de Peniche – são 11km. A visita mais popular é a ilha da Berlenga, acessada de barco (restrito aos meses de maio a setembro). A viagem é feita em um dia, com bate-volta a partir de Peniche.

O Arquipélago da Madeira tem duas ilhas habitadas com bom suporte turístico: a Ilha da Madeira e do Porto Santo. As demais, Desertas e Selvagens, são reservas naturais, com acesso mais restrito. A partir de Lisboa, há um bom fluxo de voos para o Funchal, na Ilha da Madeira. Assim, se você quer fazer apenas uma “escapadinha” do seu roteiro, pode reservar 4 ou 5 dias dias e ir para a Madeira. Tenha apenas em mente que é preciso ter alguma flexibilidade no roteiro pois, caso o tempo não esteja bom no dia da sua viagem, os voos podem atrasar ou serem adiados.

Rafa pelos caminhos da Ponta de São Lourenço, na Ilha da Madeira

O mesmo acontece com os Açores. O arquipélago tem 9 ilhas. A partir de Lisboa, você consegue voar para todas elas, mas nem sempre com percursos diretos. Porém, para quem não tem um roteiro plenamente dedicado aos Açores, indicamos que escolha uma única ilha – das maiores – pelo suporte e fluxo de voos, como São Miguel ou a Terceira. Separe o mínimo de 5 dias.

Sete Cidades, na Ilha de São Miguel – Açores

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Veja o índice de artigos do Cultuga para ajudar no planejamento do seu roteiro ❤

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Sobre o autor

Priscila Roque

Sou jornalista especializada em cultura e fotógrafa. Foi preciso passar dos 30 anos para assumir que Lisboa é, realmente, o meu lugar no mundo. Mas a paixão por Portugal começou bem mais cedo, ainda na adolescência, quando descobri alguns músicos locais. Os meus pais são portugueses imigrados no Brasil. Depois de fazer o caminho inverso deles, trocando São Paulo por Lisboa, quero agora, com o Cultuga, diminuir a distância que separa o Brasil de Portugal.

22 comentários

  1. Dário Pinto de Sousa em

    Parabéns pelo trabalho que vocês realizam. Utilizei várias dicas quando visitei Lisboa no ano passado.
    Gostaria apenas de fazer um comentário sobre a necessidade de carro para quem se hospeda no Parque das Nações. Isso não é necessário, pois há a estação Oriente que permite o deslocamento de metrô para qualquer parte da cidade. Fiquei hospedado no hotel Tivoli do Parque das Nações, que fica mesmo ao lado da estação Oriente.

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      Olá, Dário
      Turo bem?
      Agradecemos o carinho com o nosso trabalho! Ficamos bastante contentes em saber que utilizou as nossas dicas durante a sua viagem e que voltou aqui para deixar o seu feedback. 🙂

      O que queremos dizer sobre usar o carro no Parque das Nações é que esse bairro é uma boa opção de hospedagem para aqueles estão com carro alugado em Lisboa, pois as ruas e as avenidas são mais largas, há mais estacionamentos (na rua e subterrâneos) e bons acessos às estradas.

      Você tem razão sobre a proximidade da estação Oriente, que tem ligação fácil com o Aeroporto e com o trem, por exemplo. Sem contar o ótimo suporte de restaurantes, lojas e serviços para o turista. 😉

      Um grande abraço e seja sempre bem-vindo ao Cultuga!

  2. Olá Priscila, boas dicas aqui nesse post (tem tempo que a gente não se vê, mas vou acompanhando o vosso trabalho, claro!). Só não concordo que o Parque das Nações seja uma das melhores bases para explorar Lisboa – acho que há zonas da cidade muuuuuito mais interessantes para o turista se hospedar. Grande abraço e força aí!

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      Olá, Filipe
      Tudo bem?
      É verdade… Faz um tempinho em que não nos vemos. Ficamos felizes que você esteja acompanhando o nosso trabalho, assim como nós também estamos ligados nas suas viagens! 🙂

      Indicamos o Parque das Nações porque é um bairro que os brasileiros gostam muito, principalmente as famílias que viajam com crianças. Os hotéis e os apartamentos turísticos são bons e o suporte do comércio está cada vez melhor (a oferta de bons restaurantes cresceu muito – era um dos pontos fracos de lá). Apesar de ser longe do centro histórico, a conexão com o metro e o comboio é fácil e prática, assim como as ligações com as estradas para fora de Lisboa. 😉

      Um grande abraço!

  3. Alessandra em

    Olá Priscila, tudo bem? Estou adorando as dicas do site, parabéns! Queria algumas dicas de roteiro de viagem.
    Meu marido, filhos (7 e 13 anos, meninos) e eu iremos à Portugal de 31.12.2018 à 13.01.2019, chegando em Lisboa, vamos alugar um carro e pretendemos chegar até o Porto. Teria alguma sugestão para nos passar e lugares imperdíveis no trajeto? Toda dica é super bem vinda 🙂 Obrigada! Um abraço, Alessandra

  4. Saulo Selga em

    Roque & Boro, excelente blog estamos querendo chamar Portugal de home e temos uma pensao de 5Mil euros e pergunto..Somos uma familia pai,mae e filha 5 anos
    Creio de com este valor daria para alugar Apt. e etc.
    Gostaria do seu feedBack
    Obrigado.

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      Olá, Saulo
      Como vai?
      Ficamos felizes que tenha gostado do Cultuga! 🙂
      Isso depende da cidade que vocês desejam viver. O custo de vida varia de cidade para cidade e o tipo de casa ou apartamento, por exemplo. Indico a leitura dos artigos sobre as nossas experiências em Lisboa: https://www.cultuga.com.br/morar-em-portugal/
      Um abraço!

  5. Saulo Henrique Selga em

    Rafael, obrigado pelo feedback na verdade tenho olhado por preços de Apt em Montejo, Setúbal e finalmente Fiqueira da Fox. Conhece uma empresa que constrói com “pinhos nórdicos” costrução rápida e aquecida, pois bem o custo do lote 500m2 + casa nova de 135m2 por 120 Mil EUR e ai vale a pena ou não?
    Claro desde que a idéia torne-se realidade lusitana.
    Abraços e sera um prazer contar com seus serviços de logística e reconhecimento PT

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      De nada, Saulo!
      Como não é a minha área de atuação, não sei te informar. 🙁
      Um abraço e boas pesquisas!

  6. “fixar bases principais da viagem e fazer uma parte dos deslocamentos do roteiro em bate-volta” Adorei a dica. Artigo excelente!!! PS: Adorei o blog e vou voltar sempre!!!

    • Rafael Boro
      Rafael Boro em

      Ficamos felizes que tenha gostado das nossas dicas e do blog, Figueira! 🙂
      Um abraço e seja sempre bem-vindo ao Cultuga!

  7. Osmar Aggio em

    Olá Rafael, Priscila

    Parabéns pelo belo trabalho, pelas dicas, sugestões e cordialidade.
    Está sendo muito útil para programar minha viagem a Portugal em setembro de 2018.
    Ficarei em Portugal 21 dias de Sul a Norte, com carro umas duas semanas.
    Ainda não ficou 100% claro a questão de seguro de carro em Portugal, 85% já está bom. Acho que não entendemos direito nem aqui no Brasil, fazemos de conta e torcemos para nunca usar.
    Mas a minha dúvida é simples. Como usarei como guia nas estradas (além de um mapinha) o GPS.
    Como vou usar muita bateria do celular, gostaria de saber qual o padrão nos carros para carregar a bateria do celular. Aqui no Brasil usamos o ascendedor de cigarro dos carros e um adaptador com saída para USB. É o mesmo em Portugal?
    Abraço
    Osmar

    • Rafael Boro

      Olá, Osmar
      Tudo bem?
      Ficamos felizes que tenha gostado do nosso trabalho!
      Todos os carros que alugamos aqui em Portugal tinham uma entrada USB. Caso queira se sentir mais seguro, traga o adaptador. 😉
      Um grande abraço e aproveite muito os 21 dias em terras lusitanas!

  8. Adorei seu artigo e dele já abri muitas outras dicas.
    Vamos na metade de Outubro passar 12 dias em Portugal. A ideia seria fazer o que disse em usar cidades base e fazer bate e volta. Então ficariamos alguns dias em Lisboa, conhecendo dali Sintra, Caiscais, Estoril. Subiriamos até Coimbra passando por Tomar e ali ficamos 3 noites, conhecendo nos dias seguintes a própria Coimbra e bate e volta para Fatima e Batalha. Subindo até Porto apenas passariamos por Aveiro. Ficaremos em Porto 4 noites, sendo um dia para bate e volta Braga e Ponte de Lima, um dia bate e volta Guimarães e alguma das cidades da região do Douro para conhecer uma vinícola e um dia para ficar apenas em Porto. Nosso retorno é a partir de Lisboa, então no retorno de Porto a Lisboa faríamos a parada em Óbidos. Mais 2 noites em Lisboa para retornar.

    Minha dúvida é: Minha filha estará com 1ano e 7 meses. Todos esses bate e volta seriam muito cansativos para fazer com ela? Pensamos em trocar o mínimo de hotel e tentar aproveitar o máximo a viagem, mas tentando sempre respeitar o ritmo dela.

    • Rafael Boro

      Olá, Vanessa
      Tudo bem?
      Fico feliz que tenha gostado do artigo e das outras dicas! 🙂

      Como não temos filhos, não sei dizer se os bate-voltas serão cansativos para a sua filha, pois depende de como ela irá se adaptar com o fuso horário (até o dia 21 de outubro são 4 horas de diferença) e se ela gosta de andar de carro, por exemplo. Porém, o mais importante é adaptar a viagem de acordo com o ritmo dela e ver como ela está cada dia. Dormir em algumas cidades (como vocês irão fazer) é importante, pois dá para controlar e programar melhor cada dia e cada bate-volta com calma. 😉

      Um grande abraço e boa viagem!

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